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Eleições 2014

Origens de Marina Silva mostram passado humilde e de orientação comunista

Ela já quis ser freira, foi militante do Partido Comunista e empregada doméstica no Acre

Eleições 2014|Do R7

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Depois de deixar de lado sua vocação de freira, a ex-senadora começou a cursar História na Universidade Federal do Acre
Depois de deixar de lado sua vocação de freira, a ex-senadora começou a cursar História na Universidade Federal do Acre

Antes de ser candidata à presidência, Marina Silva quis ser freira, foi militante do Partido Revolucionário Comunista e empregada doméstica no Acre, onde ainda vive sua ex-chefe, dona Teresinha, para quem a ex-senadora "nasceu exclusivamente para vencer na vida". 

Há 40 anos, a candidata do PSB (Partido Socialista Brasileiro) decidiu deixar a cidade de Breu Velho, onde é forte o cultivo de borracha, e se dirigir à capital acreana, Rio Branco, em busca de melhores oportunidades. Foi lá que conheceu Teresinha da Rocha Lopes, hoje com 82 anos. 


— Marina estava buscando trabalho e um lugar para viver. Disse a ela: 'aqui somos pobres, mas se você achar um cantinho, pode ficar, contou à Efe dona Teresinha na sala de sua casa, onde a ex-senadora, com 16 anos na época, trabalhou e se hospedou por cerca de um ano e meio. 

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Durante esse período, Marina aprendeu a escrever, cozinhar e reforçou seu compromisso com a religião católica, motivo pelo qual decidiu abandonar o lar da família Rocha e ingressar no convento Servas de Maria. 


Depois de deixar de lado sua vocação de freira, a ex-senadora começou a cursar História na Universidade Federal do Acre, onde participar de um grupo de teatro que reunia estudantes trotskistas e se filiou à CUT (Central Única dos Trabalhadores). Ela entrou também para o clandestino Partido Revolucionário Comunista nos últimos anos da didatura militar (1964-1985). 

— É certo que Marina não tem a visão revolucionária que tinha aos vinte e poucos anos, a de uma corrente trotskista em plena ditadura militar. Estamos falando de outro momento, houve uma reciclagem, mas não acho que ela seja conservadora, afirmou à Efe Silvio Margarido, ex-companheiro do grupo de teatro Semente. 


Chico Mendes

Em 1988, Marina, que se converteu evangélica, filiou-se ao PT (Partido dos Trabalhadores) e iniciou uma luta política junto com o líder ecologista Chico Mendes na defesa pela Amazônia. 

Amiga nos anos de universidade, Marisa Fontana lembrou que, após a morte de Mendes, a ativista assumiu seu legado e se comprometeu a defender os seringueiros e os povos indígenas. 

— Eles tinham uma relação muito próxima. Marina, talvez pelo fato de ser seringueira, se identificava com a luta de Mendes. Ser seringueiro tinha um sentido pejorativo. Era sinônimo de atraso, e Marina participou do processo de recuperação da imagem da profissão como uma função que merece respeito, destacou.

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Durante os anos em que foram companheiras de luta, Marisa diz que Marina era uma mulher de "espiritualidade muito forte, com uma grande capacidade de superação e extraordinariamente humana", características que coincidem com a avaliação que dona Teresinha faz de sua ex-funcionária. 

A antiga chefe de Marina, que colocou um cartaz pedindo votos para a ex-ministra na frente de sua casa, confessa que nunca pensou que a jovem de aparência frágil que um dia acolheu "pudesse subir tão alto", mas "teve a graça e a permissividade" de Deus, "que escutou suas preces". 

— Dá para ver que, para ser alguém na vida, não precisamos de um berço de ouro. É lutando que se vence as dificuldades da vida. Passando fome, caindo aqui e ali, afirmaTeresinha. 

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