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Eleições 2014

Padilha diz que PSDB despreza a zona leste de São Paulo

Ex-ministro fez ato de campanha com Lula em tradicional reduto petista neste sábado

Eleições 2014|Érica Saboya, do R7

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Padilha também disparou críticas contra Paulo Skaf (PMDB)
Padilha também disparou críticas contra Paulo Skaf (PMDB)

O candidato ao governo de São Paulo Alexandre Padilha disse, neste sábado (13), que o PSDB despreza a zona leste da capital. Em ato de campanha no bairro Sapopemba, tradicional reduto petista, o ex-ministro criticou o atraso nas obras da monotrilho da Linha 15-Prata, cujas primeiras duas estações estão em fase de testes.

— A maior prova que os tucanos desprezam a zona leste da cidade de São Paulo tem a ver com o que eles fizeram desse tal do monotrilho. O governador teve a desfaçatez, depois de ter adiado a cada mês a conclusão do monotrilho, de fazer uma inauguração teste, como se o povo da zona leste fosse cobaia para passar por teste. Eu quero ver ele fazer uma inauguração teste em um metro da avenida Paulista, na estação da Oscar Freire, naquela rua que só tem chique.


Ao lado do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Padilha também disparou críticas contra Paulo Skaf (PMDB), que aparece na frente dele nas pesquisas de intenção de voto. O petista votou a criticar a proposta do adversário de criar uma Secretaria do Povo e atribuiu a ideia ao ex-governador Antônio Fleury Filho, um dos coordenadores da campanha de Skaf.

— O outro candidato, durante os últimos 20 anos, a única coisa que fez foi presidir a entidade dos maios ricos aqui em São Paulo. O Fleury disse que inspirou ele nessa ideia (da Secretaria do Povo). Lembra como o Fleury tratava o povo? Os professores recebiam cassetadas da polícia quando faziam manifestação. O movimento de moradia era retirado de qualquer ocupação. Fleury passou para a história como governador do Carandiru.


"Feijão sem sal”

O tom mais elevado que Padilha tem adotado contra os adversários foi orientação de Lula, que convocou plenária do partido em São Paulo na semana passada para cobrar o baixo desempenho do ex-ministro e da presidente Dilma Rousseff no Estado. Lula também foi incisivo contra os adversários de Padilha, seu afilhado político. Ele chamou Alckmin de “feijão sem sal”


— Você pergunta para o Alckmin qualquer coisa e ele nunca tem uma decisão. É uma figura neutra, igual feijão sem sal [...] Parece que hoje o crime manda no Estado de São Paulo e a única resposta que ele tem é dizer que é um problema de fronteira. A impressão que eu tenho é que ele só está governando para tomar cafezinho.

Sobre Skaf, Lula disse não conseguir entender como os trabalhadores podem votar no presidente da Fiesp; “não tem lógica, não tem começo, não tem fim”.

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