Paulinho da Força propõe acordo da oposição para 2014
“É a única saída: ter um acordo prévio para chegar ao 2º turno”, diz presidente do Solidariedade
Eleições 2014|Rodolfo Borges, do R7

Presidente do recém-criado Solidariedade (SDD), o deputado Paulo Pereira da Silva (SP), acredita que só há uma possibilidade de evitar a reeleição da presidente Dilma Rousseff em 2014: todos os candidatos da oposição têm de atuar juntos.
— Essa é a única saída: ter um acordo prévio para que a gente chegue ao segundo turno, para que todos vão no mesmo caminho.
O presidente da Força Sindical confirmou ao R7 que a tendência do partido é apoiar o senador Aécio Neves (PSDB-MG) ao Palácio do Planalto e, num possível segundo turno, apoiar a candidatura de oposição que tiver chegado lá, mesmo que seja a do governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB).
Além disso, o Solidariedade deve marchar junto com o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, em 2014.
— Não dá para dizer que todo mundo que veio para cá [Solidariedade] está na oposição, mas eles também não estão contentes com esse modelo da Dilma de administrar.
Oposição
Enquanto articula os apoios para 2014, que só devem ser fechados oficialmente em fevereiro do próximo ano, Paulinho da Força, que deixou o governista PDT para fundar o novo partido, também vai tentando liderar esforços da oposição dentro do Congresso Nacional.
O presidente do mais novo partido da oposição tem procurado partidos oposicionistas, como DEM e PPS, para tentar aprovar o projeto que extingue o fator previdenciário — cálculo que reduz o pagamento de aposentadorias por tempo de contribuição.
— A gente criou o partido para defender interesses da maioria dos trabalhadores. Uma das causas é o fator previdenciário. Todos os deputados que vieram conosco têm reclamado disso.
São 23 os deputados federais que aderiram ao novo partido, que espera engrossar a lista de filiações até esta quinta-feira (24), quando termina o prazo de um mês — após a fundação do partido — para o Solidariedade e o também recém-criado PROS filiarem prefeitos e vereadores sem que os políticos corram o risco de perder o mandato por infidelidade partidária.
— Devemos passar de 200 vereadores filiados só em São Paulo. Ontem foram três adesões em Campinas. No Brasil inteiro, calculamos pouco mais de mil prefeituras.




