PMDB quer lançar candidato próprio ao Planalto em 2018, diz Temer
Vice aponta prefeito do Rio, Eduardo Paes, como 'nome forte' da sigla para disputar Presidência
Eleições 2014|Kamilla Dourado, do R7, em Brasília

Junto com o PT no cenário nacional, com quem deve repetir parceria em 2014, o PMDB trabalha para lançar candidato próprio nas eleições presidenciais de 2018. A informação é do vice-presidente da República, Michel Temer, que recebeu jornalistas para um café da manhã no Palácio do Jaburu, a residência oficial, nesta quarta-feira (11).
Segundo Temer, a tendência é que o partido apoie a reeleição de Dilma para 2014, mas que quer candidato próprio em 2018.
— Eduardo Paes é um bom nome.
Paes se elegeu prefeito do Rio de Janeiro em 2009 e se reelegeu em 2012. Na vida pública desde o fim dos anos 90, Paes foi vereador, secretário de estado e deputado federal.
Durante conversa com jornalistas, Temer disse também estar espantado com a queda de aprovação do atual prefeito do Rio, Eduardo Paes, e do governador Sérgio Cabral nas pesquisas, Temer disse que não entendeu o que aconteceu com eles.
Cabral foi alvo de protestos durante as manifestações que sacudiram o País, em junho, por conta do uso do helicóptero do governo para fins particulares. Segundo as denúncias, Cabral e familiares usavam o equipamento para passeiros particulares, como idas frequentes para sua mansão na praia de Manguaratiba.
Até mesmo o cachorrinho da família — o Juquinha — voou de helicóptero para a mansão de veraneio da família Cabral. Hoje, reportagem do jornal Folha de S.Paulo mostra que o governador voltou a usar o helicóptero do Estado do Rio de Janeiro para fins particulares.
Reforma Ministerial
A esperada reforma ministerial só sairá mesmo em janeiro, segundo Temer, que confirmou que o PMDB não abre mão do Ministério da Integração Nacional. A intenção era que o senador Vital do Rêgo (PMDB-PB), escolhido pelo partido, ocupasse a vaga deixada por Fernando Bezerra (PSB) ainda este ano, o que não vai ocorrer.
O ministério tem o terceiro maior orçamento da Esplanada também é disputado pelo PTB, de Fernando Collor e Gim Argello.
Dilma fará mudanças na equipe para substituir os ministros que vão disputar a eleição em 2014, casos de Gleisi Hoffmann (Casa Civil), Alexandre Padilha (Saúde) e Fernando Pimentel (Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior).
Congresso
Michel Temer acredita ainda que é possível votar o Orçamento 2014 no Congresso Nacional. Pelo andar da carruagem, esse será o único texto aprovado na Casa ainda em 2013.
Os parlamentares querem boicotar a votação depois que a liberação das emendas parlamentares foram suspensas. Mas, para Temer, se houver vontade política, os congressistas votam o orçamento, assim como nos anos anteriores.
A tendência para se viabilizar a votação é que seja fechado um acordo: o Orçamento 2014 será votado esse ano e o Orçamento Impositivo em fevereiro. Assim, o Marco Civil da Internet, assunto ainda sem consenso entre os parlamentares, também deve ficar para o ano que vem.




