Presidente Dilma, candidata à reeleição, comemora criação de empregos e se diz otimista com retomada da economia
Mesmo com números positivos, Dilma afirma que queria mais vagas com carteira assinada
Eleições 2014|Carolina Martins, do R7, em Brasília

A presidente Dilma Rousseff comemorou os números positivos do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados), divulgados nesta quinta-feira (11). O levantamento de agosto revela que foram criadas 101 mil vagas com carteira assinada no País.
Para Dilma, o índice é positivo e demonstra que o desempenho da economia no terceiro trimestre do ano será melhor que o registrado no segundo trimestre. Para ela, o fato do Brasil continuar gerando empregos revela a capacidade econômica de resistir à crise.
— Fica clara a capacidade de resistência do Brasil diante da crise internacional. Sermos capazes de, nessa altura, estarmos criando 101 mil empregos é uma mostra de grande resiliência da nossa economia. O que me faz ficar bastante otimista com a nossa capacidade de retomada.
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As declarações foram dadas em entrevista à imprensa, no Palácio da Alvorada, em Brasília. Dilma comparou os resultados do País com o relatório, que está sendo produzido pela ONU (Organização das Nações Unidas) sobre a economia dos países do G-20. Segundo a presidente, “enquanto as 20 economias mais ricas do mundo reduzem em 100 milhões o número de trabalhadores, o Brasil, nesse período, mantém”. De acordo com a presidente, o País tem 5,6 milhões de trabalhadores com carteira assinada.
Mesmo com os números positivos, a presidente se disse inconformada pela geração de empregos não ser ainda maior. A presidente afirmou que fica feliz que o número de vagas esteja crescendo, mas afirma que poderia ser melhor.
— Fico extremamente satisfeita com esse dado, mas não me conformo que ele não seja maior. Queria que ele fosse maior. No entanto, considero 101 mil empregos um valor bastante razoável para essa altura do ano e para situação internacional e nacional no País.
Queda na indústria
Dilma Rousseff também fez questão de ressaltar que houve desaceleração no ritmo de queda de emprego na indústria. Apesar do setor ainda estar fechando vagas, a redução do campo de trabalho está menor.
A presidente justifica os números negativos no setor industrial com a crise internacional. Segundo ela, esse é o cenário da indústria em todo o mundo.
— As indústrias do mundo inteiro tem um problema sério hoje de mercado. Isso se explica pela crise e mostra claramente que essa tendência de redução não é um fenômeno brasileiro, se dá em vários países do mundo.




