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Eleições 2014
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Presidente do TSE defende teto de gastos para campanha eleitorais

Ministro Dias Toffoli prevê, porém, que novas regras não vão valer para as eleições deste ano

Eleições 2014|Kamilla Dourado, do R7, em Brasília

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Ministro Dias Toffoli quer limitar gastos nas campanhas eleitorais
Ministro Dias Toffoli quer limitar gastos nas campanhas eleitorais

O presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), ministro José Antônio Dias Toffoli, defendeu nesta sexta-feira (16) a definição de um teto para os gastos com as campanhas eleitorais. Uma possível nova legislação, porém, não valerá para as Eleições 2014, informou o ministro.

Dias Toffoli pediu junto aos presidentes da Câmara dos Deputados, Henrique Alves (PMDB-RN), e Senado Federal, Renan Calheiros (PMDB-AL), a aprovação da lei que tramita no Congresso que define quanto cada candidato pode gastar nas campanhas.

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O ministro quer evitar gastos exorbitantes com as disputas políticas. Segundo o ministro, “o céu é o limite” com as regras para gastos com campanha como está hoje.

— Há uma possibilidade que o Congresso, e tenho esperança, estabeleça um teto para gastos. Se até o dia 10 de junho não houver essa lei, cada partido, candidato e coligação poderá estabelecer seu teto.

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Os gastos com campanha nas últimas eleições, em 2012, superaram os R$ 4,5 bilhões — o valor equivale a 0,89% do PIB (Produto Interno Bruto, que é a soma de todas as riquezas do País) brasileiro. ​

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Um dos projetos em trâmite no Congresso Nacional estabelece um limite de gastos para as campanhas de presidente da República, governador, senador, deputado federal, estadual e distrital nas Eleições de 2014. O projeto estabelece limite de gastos equivalente a R$ 1 multiplicado pelo número de eleitores do País.

Significa dizer que o teto de gastos nas campanhas presidenciais será de R$ 138.242.323,00 (R$ 1,00 x 138.242.323 eleitores) para cada candidato.

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Proibição de doação de empresas

O STF (Supremo Tribunal Federal) analisa, desde o fim do ano passado, o fim das doações de empresas para campanhas. A maioria dos ministros já votou pela derrubada da lei que permite a doação, mas um pedido de vista do ministro Gilmar Mendes interrompeu o julgamento.

Ao contrário do que informou o ex-presidente do TSE, Marco Aurélio Mello, que a regra poderia valer para esse ano, Dias Toffoli reafirmou que não será possível aplicar o entendimento este ano, mesmo que o Supremo termine o julgamento e decida pela inconstitucionalidade da norma. 

Toffoli ainda definiu prévias para a escolha de candidatos no País. Para ele, a o processo de definição dos candidatos deveria ter maior participação popular.

— A escolha de pré-candidatos no Brasil não é nada democrática.

O ministro apontou também a falta de servidores como um dos grandes desafios para o trabalho da Justiça Eleitoral e defendeu o aperfeiçoamento da legislação eleitoral. 

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