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Eleições 2014

Procuradoria Regional Eleitoral pede inelegibilidade de Garotinho pela terceira vez

Chapa do candidato ao governo pelo PR teria cometido irregularidades em centro cultural

Eleições 2014|Do R7

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Procuradoria move terceira ação contra o candidato Garotinho (PR)
Procuradoria move terceira ação contra o candidato Garotinho (PR)

A PRE-RJ (Procuradoria Regional Eleitoral do Rio de Janeiro) pediu inelegibilidade do candidato ao governo do Rio Anthony Garotinho (PR) pela terceira vez. O candidato e seu vice, Márcio Garcia, são processados por abuso de poder político e econômico, captação ilícita de sufrágio e conduta velada. Os crimes teriam sido cometidos no CCAG (Centro Cultural Anthony Garotinho) na cidade de Campos dos Goytacazaes, no norte do Estado.

Segundo a PRE, o centro cultural tem “fins eleitoreiros e se confunde com a atividade política de Garotinho”. A ação também tem como ré a coordenadora do CRAS (Centro de Referência da Assistência Social) do Parque Esplanada, Samara Soares Rodrigues, por ilegalidade praticada no CCAG. A procuradora regional eleitoral Adriana Farias avalia que “algumas iniciativas da Prefeitura de Campos estavam sendo dirigidas para satisfazer interesses políticos” de Garotinho.


Na ação, a PRE anexou 27 documentos, como materiais apreendidos no centro cultural, fotografias e um relatório dos fiscais do TRE (Tribunal Regional Eleitoral). Uma lista apreendida indica que cerca de 300 gestantes receberam auxílio do CCAG em agosto e setembro, e ao menos 50 receberiam o “kit bebê”. Segundo a procuradoria, essa é mais uma evidência da compra de votos e do abuso de poder político e econômico. 

Terceira ação


Anthony Garotinho é réu em outras duas ações em que a PRE pede a sua inelegibilidade.No primeiro semestre deste ano, o candidato realizou diversos eventos, distribuiu brindes, enviou mensagens por celular com conteúdo político a cidadãos e utilizou páginas virtuais para promoção pessoal e sorteio de prêmios, num período em que a propaganda eleitoral é vedada (antes de 5 de julho).

Na ocasião, o procurador regional eleitoral Paulo Roberto Bérenger argumentou que “a quantidade de eventos realizados pelo candidato, os SMS enviados e as páginas virtuais demandam um gasto expressivo de dinheiro que vieram de doações não comprovadas, o que caracteriza abuso de poder econômico”. 

Em agosto, Garotinho passou a responder por um evento de campanha antes do período autorizado pela legislação eleitoral. O TRE ainda não julgou as ações.

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