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Eleições 2014

Lindberg critica governo do Rio e promete 100 centros de educação

Candidato do PT ao governo do Rio de Janeiro, senador decide sobre licença nesta tarde

Rio de Janeiro|Do R7

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"Quero ser o governador da educação", disse Lindberg Farias
"Quero ser o governador da educação", disse Lindberg Farias

Candidato do PT ao governo do Rio de Janeiro, o senador Lindberg Farias (RJ) defendeu nesta terça-feira (5) uma mudança nos rumos do governo do Rio de Janeiro. Segundo ele, o [atual] governo concentrou investimentos no Rio cartão postal e esqueceu o outro Rio, de São Gonçalo, da Baixada Fluminense e do interior do Estado”.

— Fui prefeito de Nova Iguaçu e quero ser um governador que faça como Lula fez na Presidência, que governe para todos, mas para que olhe para quem mais precisa.


Lindberg falou durante sabatina organizado pelo SBT em parceria com o portal Uol e do jornal Folha de S.Paulo. Segundo o senador, a Zona Sul do Rio de Janeiro tem um policial para cada 180 habitantes. Nas outras áreas, o número seria de um policial para 1,3 mil habitantes.

Para o petista, que decide na tarde desta terça-feira se vai se licenciar do cargo para fazer campanha, “temos que equilibrar o jogo” no Rio de Janeiro e “a prioridade tem de ser a vida das pessoas”, já que, por exemplo, “quem trabalha no centro do Rio de Janeiro está gastando três horas por dia” no trajeto para o trabalho.


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Transporte


Segundo Lindberg, faltou a presença do Estado na área de transporte no Rio, “de um Estado que seja fiscalizador”.

— Essa foi a pior área, completamente capturada pelos interesses das empresas privadas. O Estado do Rio não está cumprindo seu papel de fiscalizar e regular. Tem de fazer cumprir os contratos. Nessa área de transporte, as pessoas querem uma posição firme do Estado.


Questionado sobre o fato de ter dito que não seria candidato ao governo do Rio depois de se eleger senador em 2010, Lindberg disse que, no momento da promessa, ele achava que não deveria ser candidato. Quatro anos depois, contudo, sua candidatura é necessária, porque significa uma opção à outras candidaturas como a do deputado Anthony Garotinho (PR-RJ).

Sobre os baixos índices nas pesquisas de intenção de voto, Lindberg disse que “quando começar ao programa de televisão, vão subir minha candidatura e a do [governador Luiz Fernando] Pezão”. O petista também aguarda a campanha de tevê para conseguir arrecadar mais recuso para sua campanha.

Lula

Questionado sobre a insistência de mencionar o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e de não falar tanto no nome da presidente Dilma Rousseff, Lindberg disse que "Dilma é uma referência, mas com Lula eu tenho uma relação pessoal”.

— Me lembro das passeatas pelo impeachment [de Fernando Collor, em 1992]. Mas sou muito próximo da Dilma. Acho que vou fazer uma parceria maior ainda [que a atual] com o governo federal. Aqui, faltou o desenvolvimento regional.

Jovens

Prometendo um "freio de arrumação" nas UPPs (Unidades de Polícia Pacificadora), Lindberg disse que o governo do Rio "tem que enfrentar com mais força o problema das drogas, e não apenas de polícia".

— Os jovens de 16 anos acham que podem vencer tudo. É preciso conscientizar e fazer políticas de prevenção. É preciso estender a mão para as pessoas que passam por esse problema. Hoje não existe. Tem que haver ação integrada.

Ainda falando sobre os jovens, Lindberg disse que quer ser "o governador da educação" e projetou a criação de cem CIEPs [Centros Integrados de Educação Pública] "no custo de R$ 1 bilhão".

— Quero fazer os novos CIEPs, mais tecnológicos que aqueles dos anos 1980. Temos que ter uma nova escola, vibrante, que engaje a juventude. Temos que fazer uma política dirigida a esses jovens. Jogar tudo na educação e na qualificação profissional para o primeiro emprego.

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