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Eleições 2014
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Obrigado a dividir Dilma, Lindbergh Farias recorre a Lula

Comando de campanha de petista quer levar ex-presidente à TV no 1º dia de horário gratuito

Rio de Janeiro|Do R7

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Dilma subirá no palaque de Lindbergh (PT) e mais três candidatos
Dilma subirá no palaque de Lindbergh (PT) e mais três candidatos

Obrigado a "dividir" a presidente Dilma Rousseff na disputa com outros três postulantes ao governo, o concorrente do PT ao Palácio Guanabara, Lindbergh Farias, decidiu recorrer ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O comando da campanha do parlamentar quer levar Lula, já no primeiro dia de horário gratuito, em agosto, a seu espaço na televisão, para desequilibrar a corrida. 

O ex-presidente preencherá, de certa forma, espaço deixado por Dilma, cuja coordenação avisou que não dará privilégios a Lindbergh na briga por votos.

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Há meses, o senador vive com o Palácio do Planalto uma relação ambígua e tensa. No fim da pré-campanha, no início de junho, assistiu à presidente Dilma Rousseff prestigiar eventos oficiais promovidos pelo governador e candidato à reeleição Luiz Fernando Pezão (PMDB).

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Agora, o petista se prepara para ver a presidente participar da campanha do peemedebista e de mais dois postulantes da base aliada ao Palácio Guanabara, Anthony Garotinho (PR) e Marcelo Crivella (PRB). Aqui entrará Lula, como reforço para o senador.

A presidente disse ao então governador Sérgio Cabral Filho (PMDB), em almoço no Palácio da Alvorada, em março passado, que "Lindbergh é plano do [ex-presidente Luiz Inácio] Lula [da Silva]". Com a afirmação, Dilma se desvinculou do movimento que rachou o grupo que comandou o governo desde 2007, hegemonizado pelo PMDB, mas com participação petista.

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Lula foi, de fato, um dos estimuladores da candidatura Lindbergh. Costumava comentar no PT que considerava Pezão inviável como candidato. Conversou com o parlamentar várias vezes, inclusive acalmando-o quando o comando nacional petista freou o movimento de saída do governo Cabral. Agora, é aguardado no Rio de Janeiro, para participar da campanha ao lado do senador.

Segundo o coordenador da campanha de Dilma no Estado, vice-prefeito do Rio Adilson Pires, Dilma dará tratamento igualitário aos quatro concorrentes que a apoiam no Estado. Na coordenação de Lindbergh, essa diretriz foi recebida com ceticismo e ironia.

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Um assessor do candidato do PT disse, sob compromisso de anonimato, que se a presidente realmente tratar os quatro da mesma maneira será "lucro" para Lindbergh. A percepção no PT do Rio é que Dilma privilegia Pezão e gostaria que o PT o apoiasse, como em 2010.

A impressão de má vontade do Planalto com Lindbergh se cristalizou na campanha a partir dos últimos meses de 2013. Na época, o grupo do senador propôs que o PT deixasse o governo Cabral para preparar a candidatura ao governo estadual. Por pressões feitas por meio da Executiva Nacional do PT, a decisão foi adiada várias vezes. Somente no fim de janeiro de 2014 os petistas — alguns visivelmente contrariados — deixaram os cargos no Estado.

Pesquisa

Reunida nesta segunda-feira (21), a coordenação de campanha de Lindbergh avaliou que a última pesquisa Datafolha veio dentro das expectativas. A sondagem mostrou o senador em terceiro lugar, com 12% das intenções de voto. Com 14%, Pezão ficou em segundo, e Garotinho e Crivella dividiram o primeiro, com 24%. Para os coordenadores, somente o início da campanha no rádio e na televisão alterará o quadro.

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