Veja a trajetória da primeira mulher a presidir o Brasil
Dilma Rousseff chegou ao cargo aos 63 anos, escolhida por Lula como sucessora política
Eleições 2014|Do R7

Filha do imigrante búlgaro Pedro Rousseff e da professora Dilma Jane da Silva, Dilma Vana Rousseff nasceu em 14 de dezembro de 1947, na cidade de Belo Horizonte (MG), e tem dois irmãos: Igor e Zana. Dilma passou a infância e a adolescência em Minas Gerais e, aos 16 anos, começou sua militância política no movimento estudantil. Posteriormente, se engajou no combate ao regime militar.
Em 1967, Dilma se casou com Cláudio Galeno Linhares, que também fazia parte da guerrilha, mas o casal se separou logo. Dois anos depois, Dilma voltou a se casar, dessa vez com Carlos Araújo, com quem tem uma filha: Paula. Durante a campanha presidencial de 2010, Paula deu à luz Gabriel, o único neto da presidente.
Na ditadura militar, Dilma adotou os codinomes Estela, Patrícia, Luiza e Wanda. No entanto, em 1970, foi presa e condenada por “subversão” a seis anos de prisão. Ela passou quase três anos, de 1970 a 1972, no presídio Tiradentes, na capital paulista.
Depois da prisão, em 1973, ela se mudou para Porto Alegre (RS) e retomou a atividade política, dessa vez dentro da legalidade e em vertentes ligadas ao então MDB. O primeiro cargo político foi assumido na década de 1980, quando Dilma se tornou assessora da bancada do PDT — partido que ajudou a fundar — na Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul.
Dilma foi, ainda, secretária da Fazenda de Porto Alegre (1986-1988), presidiu a Fundação de Economia e Estatística do Rio Grande do Sul (1991-1993) e foi Secretária Estadual de Energia, Minas e Comunicação do RS (1993-1994). Com a eleição de Olívio Dutra (PT), em 1999, voltou ao cargo.
Quando Luiz Inácio Lula da Silva (PT) assumiu a Presidência da República, em 2002, Dilma foi chamada para assumir o Ministério de Minas e Energia.
No comando da pasta, ela criou leis e normas técnicas para a exploração de recursos naturais, presidiu o Conselho de Administração da Petrobras e introduziu o biodiesel na matriz energética brasileira, além de implementar o programa Luz para Todos.
Em 2005, com as suspeitas sobre o então ministro da Casa Civil, José Dirceu, de participar de um esquema de compra de votos (mensalão), Lula chamou Dilma para assumir a pasta, na qual ganhou o apelido de “mãe do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento)” e alavancou o programa de habitação Minha Casa, Minha Vida.
Depois de dois mandatos como presidente, em 2010, Lula se empenhou na campanha de Dilma para sucedê-lo no Palácio do Planalto. Em abril de 2010, ela deixou o ministério para se dedicar à campanha.
Em 31 de outubro de 2013, após vencer o segundo turno das eleições contra o então candidato do PSDB, José Serra, Dilma Rousseff, aos 63 anos, foi eleita a primeira mulher presidente da República com quase 56 milhões de votos.
Depois de três anos e meio de mandato, em junho de 2013, o PT fez convenção partidária e definiu o nome de Dilma para disputar a reeleição. Da coligação que a apoia, fazem parte, novamente, o PMDB, principal partido da base, além de PSD, PP, PR, PROS, PDT, PCdoB e PRB.




