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Eleições 2016

Vídeo mostra segurança do Metrô agindo com violência contra jovem que fazia panfletagem

Agente tenta tirar a força das mãos de jovem panfletos de campanha política do PT

Eleições 2016|Giorgia Cavicchioli, do R7

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Um agente de segurança do Metrô agiu com violência contra um jovem que fazia panfletagem na porta da estação Artur Alvim. O vídeo, divulgado nesta quinta-feira (29) na internet, mostra o momento em que o segurança tenta tirar a força os papéis da mão do jovem.

Um outro segurança que estava junto pede, em vão, para que o colega solte o rapaz e o deixe levar o material que estava nas mãos, que se tratava de panfletos de campanha política, que traziam informações sobre a candidatura do prefeito Fernando Haddad (PT).


Segundo o jovem agredido, Henrique Domingues, que é presidente do Diretório Central dos Estudantes da Fatec, não aconteceu nada demais que justificasse a ação dos seguranças: "a gente nem tava dentro da estação. Nem perto das catracas e nem da bilheteria. [A gente] não tinha nem entrado na passarela que leva às catracas. E nem pretendiamos entrar. Nós ficamos ali onde ficam os comerciantes ambulantes".

O estudante diz que antes de ir para a estação, passou no comitê de campanha da zona leste para pegar os panfletos e entregar na porta da estação: "A gente viu que o prefeito estava começando a subir nas pesquisas. A gente é estudante da Fatec zona leste e a gente foi bastante beneficiado com a atual gestão".


Henrique diz que eles escolheram a entrada da estação porque lá é onde o fluxo de pessoas é maior. Mas que, de repente, chegaram os seguranças falando que não podia panfletar ali, porque era a área do Metrô: "Eu falei que não [ia sair da entrada] e que a democracia permitia que eu me expressas e continuei entregando os panfletos". É neste momento que o vídeo começa a ser gravado. De acordo com a Justiça Eleitoral é permitida da distribuição de santinhos, folhetos, volantes e outros materiais impressos até a véspera da eleição.

Outro lado


Em nota enviada ao R7, o Metrô afirma que "os vigilantes são terceirizados e não possuem atribuição para atuar no local da ocorrência". Além disso, a companhia diz que "já acionou a empresa contratada para que as medidas administrativas cabíveis sejam adotadas".

A nota ainda diz que "de acordo com o regulamento do Metrô, as atividades comerciais e de propaganda de qualquer natureza nas estações precisam ser previamente informadas e autorizadas pela companhia, não podendo ter cunho religioso ou político-partidário".

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