Eleições 2022 Bolsonaro compara áreas demarcadas a catapora e diz que Brasil não aguenta reserva indígena

Bolsonaro compara áreas demarcadas a catapora e diz que Brasil não aguenta reserva indígena

Declaração foi dada pelo candidato à reeleição ao Palácio do Planalto nesta sexta-feira (26), durante entrevista

  • Eleições 2022 | Plínio Aguiar, do R7, em Brasília

O presidente Jair Bolsonaro (PL) fala durante evento no Palácio do Planalto, em Brasília

O presidente Jair Bolsonaro (PL) fala durante evento no Palácio do Planalto, em Brasília

Adriano Machado/Reuters - 02.02.2022

O presidente Jair Bolsonaro (PL), candidato à reeleição ao Palácio do Planalto, afirmou nesta sexta-feira (26) que o Brasil não aguenta mais reserva indígena e comparou o país e as áreas demarcadas a um corpo com catapora. O chefe do Executivo comentou o julgamento do marco temporal, atualmente paralisado no Supremo Tribunal Federal (STF).

Para ele, caso os ministros aprovem a medida, será o "fim do agronegócio" brasileiro. "São centenas de pedidos na Justiça para que se comece, via portaria, o processo demarcatório. Assim como quilombolas pelo país todo. É uma festa isso aí", afirmou.

"Se você pega hoje em dia o mapa do Brasil e pinta com essas áreas [demarcadas], parece um corpo com catapora. O nosso Brasil não aguenta mais reserva indígena", completou o presidente, em entrevista à rádio Jovem Pan.

Não é a primeira vez que Bolsonaro critica o tema do julgamento do STF. Em maio, o presidente disse que não acataria a decisão da mais alta Corte do país ou entregaria as chaves do Palácio do Planalto ao presidente do tribunal, ministro Luiz Fux.

Julgamento

Os ministros vão julgar se cabe aplicar às demarcações de terras indígenas novas ou em andamento a regra do marco temporal, uma espécie de linha de corte. A medida é defendida pelo governo e por ruralistas e refutada pelos povos originários.

Se os ministros aceitarem a tese do marco temporal, toda demarcação de terra indígena ocorrida após a promulgação da Constituição Federal de 1988 deixará de valer. Até o momento, o ministro Edson Fachin votou a favor e Kássio Nunes, indicado por Bolsonaro para o STF, votou contra. Já o ministro Alexandre de Moraes pediu vista.

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