Eleições 2022 Confira a trajetória de Lula, eleito para o terceiro mandato de presidente do Brasil

Confira a trajetória de Lula, eleito para o terceiro mandato de presidente do Brasil

Filho de lavradores, o pernambucano se mudou ainda criança para o estado de São Paulo, onde iniciou sua trajetória política

Luiz Inácio da Silva (PT), eleito presidente pela terceira vez

Luiz Inácio da Silva (PT), eleito presidente pela terceira vez

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Eleito presidente da República neste domingo (30), o ex-metalúrgico Luiz Inácio Lula da Silva (PT) governou o país por outros dois mandatos, entre 2003 e 2010. Filho de lavradores, o pernambucano de Garanhuns se mudou ainda criança para São Paulo, onde iniciou sua trajetória política.

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Na adolescência, o petista concluiu o curso de torneiro mecânico no Senai (Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial) e, posteriormente, passou a trabalhar como metalúrgico em São Bernardo do Campo, no ABC Paulista. Na cidade, ele começou o envolvimento com a atividade sindical.

Entre 1975 e 1978, Lula assumiu duas vezes a presidência do Sindicato dos Metalúrgicos de São Bernardo do Campo (SP). Em 1980, junto de sindicalistas, intelectuais, artistas e acadêmicos, ajudou a fundar o PT. Três anos mais tarde, participou da fundação da CUT (Central Única dos Trabalhadores).

Em 2002, depois de três tentativas frustradas, foi eleito presidente da República pela primeira vez, com o maior número de votos já obtidos por um político até então (52,4 milhões).

Durante os oito anos em que foi presidente, o petista conseguiu manter a inflação do país sempre abaixo dos 10%, com uma média de 5,79%, resultado melhor que o conquistado pelo antecessor dele, Fernando Henrique Cardoso (PSDB), cujos oito anos de governo tiveram uma inflação média de 9,24%.

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Nos dois primeiros mandatos, Lula também conseguiu controlar a taxa de desemprego do país. Em 2003, a média registrada pelo Intituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) foi de 12,3%. Já em 2010, o índice baixou para 6,7%. Outro ponto positivo foi o crescimento do produto interno bruto (PIB), que expandiu 4% em média de 2003 a 2010, contra 2,3% nos governos de FHC.

Escândalos de corrupção

As duas passagens de Lula à frente da Presidência também ficaram marcadas por episódios de corrupção. O principal deles foi o escândalo de compra de votos do mensalão, no qual deputados federais receberam dinheiro público de membros do governo em troca da aprovação de projetos que interessavam ao Executivo federal.

O caso resultou na prisão de políticos como o ex-ministro da Casa Civil José Dirceu, o ex-presidente do PT José Genoino, o ex-tesoureiro do partido Delúbio Soares e o ex-deputado federal por São Paulo João Paulo Cunha, entre outros.

Prisão

Além das passagens pela Presidência da República, a vida de Lula ficou marcada por sua prisão. Em julho de 2017, o ex-juiz federal Sergio Moro condenou o petista a 12 anos e um mês de reclusão pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro no caso do tríplex do Guarujá (SP).

Depois, a pena foi reduzida pelo STF (Superior Tribunal de Justiça) para oito anos e dez meses. Ele começou a cumpri-la em abril de 2018, na carceragem da Superintendência da Polícia Federal em Curitiba.

Enquanto Lula estava preso, a juíza Gabriela Hardt, substituta de Moro na Justiça Federal de Curitiba, condenou o ex-presidente a 12 anos e 11 meses de prisão também pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro, devido a obras realizadas por empreiteiras em um sítio de Atibaia, no valor de R$ 1 milhão, dinheiro que teria vindo de propinas pagas pelas construtoras a Lula.

Em 8 de novembro de 2019, Lula saiu da prisão, depois que o STF proibiu o encarceramento de réus após condenação em segunda instância.

Posteriormente, em 2021, as condenações do tríplex e do sítio de Atibaia foram anuladas pelo Supremo, que disse que os casos deveriam ter sido julgados em Brasília, e não em Curitiba, além de entender que Moro havia sido parcial durante o processo. Por fim, a Justiça no DF decidiu pela prescrição de ambas as ações, o que impede Lula de receber uma nova condenação nos processos.

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