Eleições 2022 Desde 1998, presidente da República não se elege no primeiro turno

Desde 1998, presidente da República não se elege no primeiro turno

Fernando Henrique Cardoso foi o único mandatário eleito em primeiro turno desde a redemocratização do Brasil

  • Eleições 2022 | Emerson Fonseca Fraga, do R7, em Brasília

O ex-presidente da República Fernando Henrique Cardoso

O ex-presidente da República Fernando Henrique Cardoso

Wilson Dias/Agência Brasil - 28.4.2016

Desde a redemocratização do Brasil, em 1988, o único presidente da República a se eleger no primeiro turno foi Fernando Henrique Cardoso (PSDB). Para este ano, está confirmado um segundo turno entre o presidente Jair Bolsonaro (PL) e o ex-presidente Lula.

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O segundo turno de 2022 foi oficializado pouco depois das 21h30, quando mais de 95% das urnas já haviam sido apuradas. Para ser eleito em primeiro turno, um dos dois precisaria ter obtido 50% dos votos válidos mais um — o que não aconteceu.

Simone Tebet (MDB) foi a terceira colocada. Na quarta posição, ficou Ciro Gomes (PDT). Completaram a lista Soraya Thronicke (União Brasil), Felipe d'Avila (Novo), Padre Kelmon (PTB), Léo Péricles (Unidade Popular), Sofia Manzano (PCB), Vera Lucia (PSTU) e Constituinte Eymael (DC).

A votação em segundo turno acontece em 30 de outubro, o último domingo deste mês.

Lula

O ex-presidente tem como principal compromisso, caso seja eleito, implantar políticas públicas para socorrer a população mais carente, sobretudo para combater a fome. Lula promete manter o Auxílio Brasil em R$ 600 e transferir um adicional de R$ 150 para famílias beneficiárias do programa que tenham filhos de até 6 anos de idade — o bônus será pago a cada criança nessa faixa etária. Além disso, o petista garante que vai reajustar o salário mínimo sempre acima da inflação.

Lula também diz que vai criar oportunidades de trabalho e de emprego. A proposta do governo dele é implementar uma nova legislação trabalhista, de extensa proteção social a todas as formas de ocupação, de emprego e de relação de trabalho. O petista quer dar maior atenção a profissionais autônomos e domésticos, a trabalhadores em home office e àqueles que prestam serviços mediados por aplicativos e plataformas.

Para a saúde, o petista tem como metas fortalecer e aprimorar a gestão do SUS (Sistema Único de Saúde), com a valorização e a formação de profissionais da área e a retomada de políticas como o Mais Médicos e o Farmácia Popular, bem como a reestruturação do Complexo Econômico e Industrial da Saúde e seu fomento.

Lula garante também que vai investir em educação de qualidade e fortalecer a educação básica, da creche à pós-graduação. Segundo ele, o governo vai coordenar ações com estados e municípios, retomando as metas do Plano Nacional de Educação.

Além disso, o petista pretende aprimorar o Sistema Único de Segurança Pública. De acordo com o plano de governo dele, serão realizadas reformas para ampliar a eficiência do sistema, por meio da modernização das instituições de segurança, das carreiras policiais e dos mecanismos de fiscalização e supervisão da atividade policial, além do aprimoramento das suas relações com a Justiça criminal.

Bolsonaro

Ao longo da campanha eleitoral, Bolsonaro teve como uma de suas principais estratégias relembrar os casos de corrupção durante as gestões do PT na Presidência da República, em especial quando Lula foi presidente. Além disso, o chefe do Executivo enfatizou pautas que sempre nortearam a sua vida pública, como a defesa à família, a liberdade de expressão, valores religiosos e o patriotismo.

O presidente reeleito tem como compromisso para o novo mandato manter o Auxílio Brasil em R$ 600. O PLOA (projeto da Lei Orçamentária) do ano que vem enviado pelo governo ao Congresso Nacional prevê o pagamento do benefício de R$ 400, mas Bolsonaro afirmou que o valor será ampliado. Segundo ele, isso será possível com a taxação de lucros e dividendos de pessoas que ganham acima de R$ 400 mil por mês.

Outra promessa de Bolsonaro é aumentar o salário dos servidores públicos vinculados ao Executivo federal, algo que ele não conseguiu fazer durante o primeiro mandato. Para 2023, o governo tem a previsão de usar R$ 11,6 bilhões do Orçamento na recomposição de funcionários, mas ainda falta definir qual será o percentual de reajuste.

O presidente reeleito também assumiu o compromisso de aprovar reformas estruturantes, sobretudo a tributária. Bolsonaro pretende, ainda, rever gastos e desvincular e desindexar despesas públicas para, segundo ele, aumentar a eficiência do uso do dinheiro público e atender às necessidades da população brasileira.

Além disso, o presidente fala em aperfeiçoar a legislação trabalhista, para facilitar as contratações e desburocratizar e desregular as normas, favorecendo a criação de empresas e o empreendedorismo.

Ele também promete dar continuidade à abertura comercial, com a redução da tributação das empresas nacionais e também dos impostos de importação, criando um ambiente de concorrência e competitividade para tentar reduzir preços e melhorar a oferta e a qualidade dos produtos e serviços.

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