Eleições 2022 Em discurso após 1º turno, Bolsonaro mira STF e critica institutos de pesquisa 

Em discurso após 1º turno, Bolsonaro mira STF e critica institutos de pesquisa 

Presidente vai enfrentar Luiz Inácio Lula da Silva no 2º turno das eleições, em 30 de outubro

  • Eleições 2022 | Plínio Aguiar e Jéssica Moura, do R7, em Brasília

O presidente e candidato à reeleição Jair Bolsonaro (PL)

O presidente e candidato à reeleição Jair Bolsonaro (PL)

Alan Santos/PR - 20.9.2022

No primeiro discurso após a totalização dos votos que o confirmaram no segundo turno, o presidente da República, Jair Bolsonaro (PL), afirmou, na noite deste domingo (2), que, se for reeleito, deve nomear mais dois ministros para o Supremo Tribunal Federal (STF).

"Eu chegando ano que vem tenho mais duas vagas. Com quatro no Supremo, você começa a fazer valer lá dentro suas propostas. Sei que o Supremo não é órgão político", disse o chefe do Executivo federal.

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Bolsonaro obteve 43,2% dos votos no primeiro turno da eleição. Diante do resultado, o presidente criticou os institutos de pesquisa, que mostravam que ele teria uma votação inferior à de fato obtida. "As pesquisas estão desmoralizadas", disse.

Bolsonaro chegou às 8h45 para votar na Escola Municipal Rosa da Fonseca, no Rio de Janeiro, sua seção eleitoral. "Com eleições limpas, que vença o melhor [candidato] sem problema nenhum", afirmou. O presidente retornou a Brasília por volta de 12h e, desde então, não deixou o Palácio da Alvorada, de onde acompanhou a apuração dos votos juntamente com familiares e políticos aliados.

Bancadas do PL

O partido de Bolsonaro, o PL, obteve uma votação expressiva para o Legislativo e ampliou as bancadas no Congresso Nacional. Com isso, o presidente afirmou que a legenda deve angariar cadeiras na Mesa Diretora das casas. "Ajudarão muito a gente a aprovar projetos, [como] a reforma tributária", ponderou. "Isso dá uma tranquilidade para a gente."

Campanha

Nesta segunda etapa da campanha eleitoral, o presidente afirmou que pretende buscar o apoio de governadores aliados que já foram eleitos no primeiro turno, entre eles Cláudio Castro (PL-RJ) e Romeu Zema (Novo-MG). "Fica muito melhor para trabalhar sem disputar eleição."

Bolsonaro explicou que, na propaganda política, vai buscar convencer o eleitorado que votou majoritariamente no ex-presidente Lula de que ele seria uma opção melhor. "As mudanças que porventura alguns querem podem ser piores."

Para isso, a ideia é reforçar ações do governo como a distribuição de vacinas para a Covid-19, o pagamento do Auxílio Emergencial e a redução do preço dos combustíveis. "Temos dados positivos, e acredito que o tempo vai ser bastante elástico para a gente explicar bem para a população", disse o presidente. "A gente vai conseguir votos suficientes para ganhar as eleições."

Confiança nas urnas

Perguntado se confia no resultado do pleito apurado pelas urnas eletrônicas, Bolsonaro foi cauteloso. "Vou aguardar o parecer das Forças Armadas, que estiveram presentes hoje na sala-cofre. Sempre existe a possibilidade de algo anormal acontecer com o sistema totalmente informatizado."

Acordos

Bolsonaro afirmou ainda que seguirá a estratégia adotada na primeira fase da eleição e vai mostrar diversos programas do governo na busca de votos.

"Eu entendo que tem muito voto que foi pela condição do povo brasileiro, que sentiu o aumento dos produtos e, em especial, da cesta básica", disse. "Entendo que há uma vontade de mudar por parte da população, mas tem certas mudanças que podem vir para o pior", continuou.

Bolsonaro informou que está aberto ao diálogo com candidatos ao Palácio do Planalto que não foram ao segundo turno, como Simone Tebet (MDB) e Ciro Gomes (PDT). "Acho que os eleitores deles são muito mais simpáticos a mim."

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