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Eleições 2022
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Esquema de segurança na Esplanada dos Ministérios será reforçado no 1º turno das eleições

Estrutura envolve diversas instituições, como Polícia Federal e Forças Armadas, para garantir tranquilidade no pleito de domingo

Eleições 2022|Plínio Aguiar, do R7, em Brasília

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Grades são colocadas para fazer a proteção do Supremo Tribunal Federal
Grades são colocadas para fazer a proteção do Supremo Tribunal Federal

A Secretaria de Segurança Pública do Distrito Federal (SSP-DF) informou que a Esplanada dos Ministérios vai contar com um esquema de segurança reforçado no primeiro turno das eleições, marcado para este domingo (2). O acesso a prédios públicos, como o Congresso Nacional e as sedes do Supremo Tribunal Federal (STF) e Tribunal Superior Eleitoral (TSE), será bloqueado por grades.

Além do reforço na proteção com policiais militares, a segurança própria dos órgãos vai se somar ao esquema. O STF, inclusive, concedeu todo o aparato ao TSE para eventuais ocorrências.

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Segundo a pasta, não haverá interrupção no trânsito: o fluxo na Esplanada, por exemplo, estará liberado. No entanto, nas imediações dos locais de votação, o Detran vai organizar o trânsito. A Polícia Rodoviária Federal (PRF) e o Departamento de Estradas de Rodagem (DER) também vão fiscalizar as vias.

No Distrito Federal, as 20 juntas de apuração dos votos, os cartórios eleitorais e as escolas serão monitorados pela PM. Já a Polícia Civil vai acompanhar os juízes eleitorais e promotores durante o pleito. A Polícia Federal também compõe o efetivo e terá agentes nas 19 zonas eleitorais, para coibir crimes.

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Grades são colocadas na Esplanada dos Ministérios
Grades são colocadas na Esplanada dos Ministérios

Forças Armadas

As Forças Armadas estarão em 568 localidades de 11 estados. São eles: Acre, Alagoas, Amazonas, Ceará, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Pará, Piauí, Rio de Janeiro e Tocantins. O estado fluminense tem o maior efetivo, com 176 militares.

O Ministério da Defesa, responsável pela atuação das Forças Armadas, informou os números relativos à presença dos militares no pleito: 34 mil militares, 430 embarcações de pequeno porte, 18 navios, 3.000 viaturas, 62 blindados e 47 aeronaves (entre aviões e helicópteros) serão empregados nas ações.

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Reportagem do R7 mostrou que, de todas as cidades que vão receber militares, 10 estão entre as 30 localidades com as maiores taxas médias de mortes violentas intencionais do país. O compilado está no 16º Anuário Brasileiro de Segurança Pública. De acordo com o levantamento, os municípios são: Jacareacanga (PA), Floresta do Araguaia (PA), Japurá (AM), Cumaru do Norte (PA), Anapu (PA), Senador José Porfírio (PA), Novo Progresso (PA), Bannach (PA), Itaitinga (CE) e Junco do Maranhão (MA).

Jacareacanga, município paraense que tem pouco mais de 41 mil habitantes, é a segunda cidade mais violenta do país, de acordo com o levantamento, e tem taxa média de homicídio intencional de 199,2 por 100 mil habitantes. A título de comparação, o índice nacional é de 22,3.

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A possibilidade de requisição do auxílio dos militares pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) está prevista na legislação desde 1965. O artigo 23, inciso XIV, do Código Eleitoral estabelece que cabe privativamente à Corte "requisitar Força Federal necessária ao cumprimento da lei, de suas próprias decisões ou das decisões dos tribunais regionais que o solicitarem, para garantir a votação e a apuração".

De acordo com a regra prevista na resolução 21.843/2022, o TSE pode requisitar o apoio para garantir o livre exercício do voto e a normalidade da votação e da apuração dos resultados. Para isso, os tribunais regionais eleitores (TREs) devem encaminhar o pedido com a indicação das localidades e os motivos, com a anuência da Secretaria de Segurança Pública dos respectivos estados.

Os pedidos aprovados pela Corte eleitoral são encaminhados ao Ministério da Defesa, órgão responsável pelo planejamento e execução das ações das Forças Armadas.

500 mil agentes

Ao longo do primeiro turno das eleições, efetivos de instituições como Polícia Federal (PF), Polícia Rodoviária Federal (PRF) e Agência Brasileira de Inteligência também vão atuar em diversas localidades. Ao menos 500 mil agentes das forças de segurança serão empregados, informou o ministro da Justiça, Anderson Torres.

Além disso, o governo federal vai monitorar incidentes com o Centro Integrado de Comando e Controle Nacional, iniciativa coordenada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública e formada por integrantes do TSE, das Polícias Civil e Militar, da PF, da PRF, do Corpo de Bombeiros, do Ministério da Defesa, da Abin, das Secretarias de Segurança Pública e da Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil (Sedec).

As forças de segurança estarão em cartórios eleitorais, locais de votação e de apuração dos votos, vias públicas e estações de transporte. A cada três horas, por meio do site e das redes sociais da pasta, o Executivo vai divulgar boletins informativos sobre as ocorrências registradas durante a votação.

"Entre os impactos na segurança pública que poderão ser observados durante o pleito estão possíveis crimes eleitorais (boca de urna, transporte ilegal de eleitores, compra de votos, entre outros), manifestações pacíficas e/ou violentas, bloqueio de vias, rixas, ameaças e atentados, temporais e/ou alagamentos e queda de energia em locais de votação e de apuração dos votos", diz o Ministério da Justiça e Segurança Pública.

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Violência política

No primeiro semestre deste ano, o Brasil registrou crescimento de 26% nos episódios de violência contra políticos em relação ao mesmo período de 2021. Segundo dados do Observatório da Violência Política e Eleitoral, uma publicação do Grupo de Investigação Eleitoral da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), foram 214 casos entre janeiro e junho de 2022, contra 169 no primeiro semestre do ano passado.

De acordo com a pesquisa, ameaças foram a violência mais frequente contra os políticos, com 89 episódios contabilizados. Agressões foram outro tipo de ataque comum, com 42 casos. Homicídios foram o terceiro tipo de violência mais registrada, com 40 ocorrências. O levantamento ainda constatou 27 atentados, 11 homicídios de familiares, 2 sequestros, 2 sequestros de familiares e 1 atentado contra familiar.

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