Filas longas, medo e bate-boca marcam o primeiro turno das eleições em São Paulo
O R7 passou por cinco seções eleitorais na cidade entre o fim da manhã e o começo da tarde e conversou com alguns eleitores
Eleições 2022|Eduardo Reis, Do R7*

Filas longas, medo de violência e clima de tranquilidade marcam este domingo (2) de primeiro turno das eleições em São Paulo. A reportagem do R7 passou por cinco seções eleitorais na cidade entre o fim da manhã e o começo da tarde e conversou com alguns eleitores.
Colégio Heitor Garcia - Lapa
A seção eleitoral do Colégio Heitor Garcia, no bairro da Lapa, zona oeste de São Paulo, teve uma longa fila para a votação. Além do tempo de espera, a polarização entre os dois principais candidatos, Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Jair Bolsonaro (PL), também se fez presente.
Um casal que optou pela cor de um candidato disse que percebeu olhares tortos dos apoiadores do opositor. Já a aposentada Catarine, de 74 anos, afirmou que, apesar de estar discreta na vestimenta, possui posição firme. “Votaram errado a vida inteira, e nada nunca mudou.”
Outra eleitora, por sua vez, preferiu usar uma camiseta do Corinthians, seu time do coração, por medo de sofrer algum tipo de violência. “Estou com medo”, disse.
Na Escola Estadual Ermano Marchetti, em Pirituba, na zona norte de São Paulo, a votação ocorreu mais tranquilamente, com menor quantidade de eleitores.
As pequenas filas, porém, ainda geraram reclamação por parte de algumas pessoas durante o horário do almoço. “Peguei fila e demorei um pouquinho também, mas está tranquilo”, disse uma eleitora que preferiu não se identificar.
Outro eleitor disse que o bairro abriga grande volume de eleitores idosos e que a quantidade de pessoas depende do horário. “As pessoas estão identificadas com as cores dos candidatos, mas isso não é regra. O medo faz as pessoas mudarem a vestimenta”, afirmou sobre o clima na seção.
A motorista Silvana, que trabalha com transporte escolar, foi votar acompanhada da mãe e de suas duas filhas. As garotas, de 15 e 13 anos, se identificam com o mesmo candidato das mulheres das duas gerações anteriores da família.
A mãe de Silvana defende o respeito entre os eleitores e torce pelo sucesso do futuro presidente. “Estou convicta do meu voto, mas tem que respeitar quem quer que ganhe. Não apenas isso, também torcer para quem for eleito fazer um bom governo”, disse.
Escola Municipal de Ensino Fundamental Monteiro Lobato - Pirituba
A seção eleitoral na Escola Municipal de Ensino Fundamental Monteiro Lobato, também em Pirituba, teve as filas mais longas e a rua mais poluída por santinhos entre as escolas visitadas pelo R7.
A votação ocorria tranquilamente no colégio. Do lado de fora, contudo, um bate-boca entre um motoboy e um eleitor deixou aflitas outras pessoas que estavam ao redor.
Escola Municipal Silvio Xavier Antunes - Piqueri

Na Escola Municipal Professor Silvio Xavier Antunes, no bairro do Piqueri, zona norte de São Paulo, concentra-se grande volume de eleitores.
Além das famílias e dos idosos, essa seção se destacou pela forte presença de jovens.
Para Kauany, de 17 anos, engajar-se é importante para os jovens. “Temos que aproveitar que conseguimos este direito, ainda mais nós mulheres. Vim sozinha exercer meu direito”, disse à reportagem.
Visão parecida com a de Catarine, de 16 anos. “Temos esse direito de escolha, e é importante fazer parte” afirmou.
Ela estava acompanhada de uma amiga de também 17 anos, Bárbara. “Somos jovens e, querendo ou não, esta eleição é decisiva para o nosso futuro”, disse.
PUC - Perdizes
Um dos maiores colégios eleitorais de São Paulo, o começo de tarde na PUC foi caótico.
Longas filas de espera para a votação irritaram eleitores. “Uma desorganização”, disse um eleitor.
Sorte de quem possui direito a fila preferencial, como Gabriela, que ainda levou sua filha pequena para o pleito. “É importante nos expressarmos nesse momento importante”, afirmou.
Acompanhe todas as notícias sobre as Eleições 2022 no R7.
* Estagiário sob supervisão de Edu Garcia
Família veste a camisa da seleção brasileira para votar em São Paulo
Família veste a camisa da seleção brasileira para votar em São Paulo


























