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Eleições 2022

Lula condena religião na política, mas usa imagem do Papa para dizer que é inocente

Ex-presidente usa vídeos com o Papa Francisco em propaganda, apesar de criticar Bolsonaro por usar religião na campanha

Eleições 2022|Do R7

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O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva em encontro com o Papa Francisco
O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva em encontro com o Papa Francisco Ricardo Stuckert - 13.2.2020

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), candidato ao Palácio do Planalto, tem feito duras críticas ao presidente Jair Bolsonaro (PL), que tenta a reeleição, por falar de religião durante a campanha eleitoral. No entanto, o petista faz propaganda com a imagem do Papa para dizer que é inocente.

Em uma das inserções produzidas para o segundo turno, a campanha do petista afirma que o ex-presidente nunca cometeu crimes e que ele foi inocentado pela Organização das Nações Unidas (ONU) e pelo Papa Francisco. A publicidade tem dois vídeos de Lula e Francisco durante um encontro entre eles em 2020. O Vaticano, contudo, nunca confirmou se o Papa reconhece a inocência de Lula.


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Apesar de se declarar inocente, Lula nunca foi absolvido das acusações de corrupção passiva e lavagem de dinheiro que o levaram à prisão. Em julho de 2017, o ex-juiz Sergio Moro condenou o petista a 12 anos e um mês de reclusão pelos crimes no caso do triplex.


Posteriormente, a pena foi reduzida pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ) a 8 anos e 10 meses. Lula começou a cumprir a prisão em 7 de abril de 2018, na carceragem da Superintendência da Polícia Federal em Curitiba.

Enquanto o ex-presidente estava preso, a juíza Gabriela Hardt, substituta de Moro na Justiça Federal de Curitiba, o condenou a 12 anos e 11 meses de prisão também pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro devido a obras realizadas por empreiteiras em um sítio de Atibaia, no valor de R$ 1 milhão, supostas propinas pagas pelas construtoras a Lula.


Em 8 de novembro de 2019, Lula saiu da prisão depois de o Supremo Tribunal Federal (STF) proibir o encarceramento de réus após condenação em segunda instância.

Posteriormente, em 2021, os processos do triplex e do sítio de Atibaia foram anulados pelo Supremo, que disse que os casos deveriam ser julgados em Brasília e não em Curitiba, além de entender que Moro foi parcial durante o processo. Por fim, a Justiça no DF decidiu pela prescrição de ambas as ações, o que impede Lula de receber uma nova condenação.


Ataques a Bolsonaro

Nesta semana, Lula criticou Bolsonaro por ter viajado ao Pará no último sábado (8) para participar do Círio de Nazaré. “Esse cidadão inclusive usa o nome de Deus em vão. E nesta semana ele foi escorraçado lá do Círio de Nazaré, tentou fazer política na procissão onde não foi convidado”, disse o petista.

Em outras ocasiões desde o início da campanha eleitoral, Lula afirmou que respeita todas as manifestações religiosas e que não tira proveito da religião.

“Tem gente que não está tratando a igreja para cuidar da fé ou da espiritualidade. Está fazendo da igreja um palanque político ou uma empresa para ganhar dinheiro. E quero dizer a vocês: eu, Luiz Inácio Lula da Silva, defendo o estado laico”, reclamou o ex-presidente durante um evento em São Paulo em agosto.

“O Estado não tem que ter religião, todas as religiões têm que ser defendidas pelo estado. As igrejas não têm que ter partido político, porque as igrejas têm que cuidar da fé e da espiritualidade das pessoas, e não de candidaturas de falsos profetas ou fariseus, que estão enganando esse povo o dia inteiro”, acrescentou.

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