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Eleições 2022

Tarcísio ganha dois direitos de resposta na propaganda de Haddad

Petista associou o candidato do Republicanos a denúncias de abusos sexuais no Haiti e o ligou a Roberto Jefferson 

Eleições 2022|Augusto Fernandes, do R7, em Brasília

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O candidato do Republicanos ao Governo de São Paulo, Tarcísio de Freitas
O candidato do Republicanos ao Governo de São Paulo, Tarcísio de Freitas

O Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP) concedeu nesta quinta-feira (27) dois direitos de resposta ao candidato do Republicanos ao Governo de São Paulo, Tarcísio de Freitas. As manifestações dele devem ser publicadas na propaganda de rádio do candidato do PT, Fernando Haddad, até esta sexta (28), quando acaba o período de veiculação da propaganda eleitoral em rádio e televisão.

Um dos direitos de resposta de Tarcísio é referente a uma propaganda feita pelo PT que associa o candidato do Republicanos ao ex-deputado federal Roberto Jefferson, preso nesta semana após ter atacado policiais federais com tiros de fuzil e granadas.


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Em vídeo publicado recentemente, Jefferson xingou a ministra Cármen Lúcia, do Supremo Tribunal Federal (STF). Na publicidade feita pelo PT, um locutor diz que o ex-deputado considera ofensas como liberdade de expressão. Haddad aparece na propaganda e insinua que Tarcísio seria capaz de agir da mesma forma.


O relator do caso, o desembargador eleitoral Regis de Castilho Barbosa Filho, considerou que "há severos indícios de que as assertivas empreendidas a respeito ultrapassaram os limites legais". Segundo ele, a propaganda representa "propagação de fato sabidamente inverídico e gravemente descontextualizado, a potencialmente gerar mudanças no eixo político-eleitoral".

O outro direito de resposta é devido a uma publicidade em que o PT alega que Tarcísio tem relação com uma série de denúncias de abusos sexuais e violência de soldados brasileiros contra haitianos que estão sendo investigadas pela Organização das Nações Unidas (ONU).

A desembargadora eleitoral Maria Claudia Bedotti, que analisou o caso, considerou que "o conteúdo tem inequívoco potencial de macular a honra do candidato representante, uma vez que induz o eleitor a crer que ele teria, quando menos, se omitido perante os casos de abusos sexuais e violência ocorridos 'sob o seu comando', assertiva que também está gravemente descontextualizada, pois é sabido que o candidato representante não participou da referida missão como comandante das tropas brasileiras".

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