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Arruda diz que esperava pedido para barrar candidatura: ‘Mania de querer me tirar no tapetão’

Ex-governador do DF afirma que prazo de inelegibilidade terminou em junho e revela estar confiante de que disputará eleição

2026|Do R7, em Brasília

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • José Roberto Arruda, ex-governador do DF, enfrenta pedido da Procuradoria Regional Eleitoral para barrar sua candidatura ao governo em 2026.
  • A Procuradoria alega que Arruda ainda está inelegível devido a condenações por improbidade administrativa relacionadas à Operação Caixa de Pandora.
  • Arruda argumenta que sua inelegibilidade terminou em junho de 2026 e está confiante de que sua candidatura será aprovada pela Justiça Eleitoral.
  • Há divergência sobre o prazo de inelegibilidade: Procuradoria defende início em 2018, enquanto Arruda alega que começou em 2014.

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Ex-governador do Distrito Federal disse que 'quem tem a lei do lado não pode ter medo de voto' Reprodução/Print Record - 17.08.2026

O ex-governador do Distrito Federal e candidato do PSD ao Palácio do Buriti, José Roberto Arruda, afirmou nesta quinta-feira (20) que já esperava o pedido da Procuradoria Regional Eleitoral para barrar sua candidatura ao Governo do DF nas eleições de 2026.

Em manifestação enviada à imprensa, ele contestou a interpretação apresentada pelo órgão e disse estar confiante de que terá o registro de candidatura aprovado pela Justiça Eleitoral.


“Quem tem a lei do lado não pode ter medo de voto. Agora, essa mania de querer me tirar no tapetão significa claramente que têm medo de voto”, declarou.

“Eu prefiro ser julgado pelo voto da população. Não tenho nenhuma dúvida que a minha candidatura receberá o registro de acordo com a lei e vamos disputar a eleição e fazer com que a população possa escolher quem vai governar Brasília nos próximos quatro anos”, acrescentou Arruda.


Procuradoria aponta inelegibilidade até 2030

A Procuradoria Regional Eleitoral pediu ao TRE-DF (Tribunal Regional Eleitoral do Distrito Federal) que rejeite o registro da candidatura de Arruda por considerar que ele permanece inelegível em razão de condenações por improbidade administrativa.

De acordo com a Procuradoria, seis processos ainda produzem efeitos para as eleições de 2026. As ações estão relacionadas a diferentes episódios envolvendo a chamada Operação Caixa de Pandora, deflagrada pela Polícia Federal em 2009, quando Arruda era governador do Distrito Federal.


Entre os casos está o chamado “Mensalão do DEM”, relacionado a um esquema de arrecadação de recursos de empresas de informática para o pagamento de deputados distritais, com o objetivo de formar uma base de apoio ao governo.

O órgão afirma que o TJDFT (Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios) confirmou diferentes condenações contra Arruda em decisões colegiadas.


A Procuradoria lembra que, segundo uma mudança promovida na Lei das Inelegibilidades em 2025, o prazo de inelegibilidade deve passar de 8 para 12 anos quando uma pessoa que já cumpre a pena é outra vez condenada por um fato que não tem relação com a primeira condenação.

A primeira sentença do tribunal que confirmou a condenação de Arruda a 8 anos de inelegibilidade aconteceu em 2014 e se esgotou em 2022.

Apesar de essa pena já ter sido cumprida, a Procuradoria considera que a condenação de 2014 não encerra a discussão sobre a inelegibilidade porque, posteriormente, Arruda foi condenado novamente em outros seis processos, sendo a primeira dessas condenações em dezembro de 2018.

Por isso, a Procuradoria entende que o prazo de 12 anos deve ser contado a partir da condenação de 2018, e não da primeira decisão, de 2014. Nesse entendimento, Arruda permaneceria inelegível até dezembro de 2030.

O ex-governador, no entanto, diz que os 12 anos teriam de ser contados desde 2014, o que o habilitaria a concorrer neste ano, segundo Arruda. “Os 8 anos de inelegibilidade começam a contar na decisão de segundo grau, que, no meu caso, foi em junho de 2014. Com mais de uma decisão, são 12 anos a partir da primeira, portanto venceu em junho de 2026.”

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