Análise: maioria defende fim da 6x1, mas eleitor pode ver ‘viés eleitoral’ de Lula
Bruno Soller, analista do Real Time Big Data, comentou a discussão da PEC entre o primeiro e o segundo turno da eleição
2026|Do R7, com RECORD NEWS
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Três dias após o primeiro turno das eleições, o Senado começa a discutir a PEC (Proposta de Emenda à Constituição) pelo fim da escala 6x1. Em meio à disputa presidencial, a dúvida é se a medida, caso seja aprovada a tempo, pode influenciar nos resultados das urnas no dia 25 de outubro.
A proposta é aceita por cerca de 70% dos brasileiros e os debates no plenário animam os trabalhadores, mas, para o analista do Real Time Big Data, Bruno Soller, o momento em que as conversas são realizadas pode causar o efeito inverso. “O eleitor fica: ‘Se isso era uma coisa tão importante para o presidente Lula, por que ele não fez antes?’ [...] Isso já gera uma pequena dúvida e fica parecendo que tem um viés eleitoral à medida”.

A escolha do próximo presidente do Brasil pode ser impactada pela aprovação ou não da PEC, porém Soller chama atenção para outro cargo que está em jogo: o de Davi Alcolumbre, como presidente do Senado. “Porque ele [Alcolumbre] já tem a consciência de que, caso Flávio Bolsonaro seja eleito presidente da República, a sua cadeira como presidente do Senado está muito ameaçada”, raciocinou Soller.
“A grande crítica que se tem hoje dos bolsonaristas ao presidente Davi Alcolumbre é de que ele não acata a abertura do processo de impeachment contra os ministros do STF (Supremo Tribunal Federal). Essa vai ser uma pauta fundamental para o bolsonarismo caso o Flávio vire presidente da República”, complementou o analista durante o Link News desta terça-feira (6).
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Para Soller, em um momento em que “não há clima para se discutir uma proposta tão séria”, com novos senadores escolhidos para 2027 e com um prazo que diminui a cada minuto, Davi Alcolumbre assume uma missão que “é muito mais nessa ideia de, olha, estou pagando um pedágio aqui para depois você [Lula] me ajudar lá na frente”.
Mesmo com uma possível vitória de Luiz Inácio Lula da Silva, o cientista político entende que Alcolumbre encontraria um cenário desafiador. Já quanto a possíveis substituições no caso de uma vitória de Flávio Bolsonaro, Soller apontou dois nomes como principais candidatos. “O próprio Rogério Marinho, coordenador da campanha do Flávio Bolsonaro, [...] e Arthur Lira, que já foi presidente da Câmara dos Deputados”.
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