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Análise: maioria defende fim da 6x1, mas eleitor pode ver ‘viés eleitoral’ de Lula

Bruno Soller, analista do Real Time Big Data, comentou a discussão da PEC entre o primeiro e o segundo turno da eleição

2026|Do R7, com RECORD NEWS

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • O Senado discute a PEC para o fim da escala 6x1, com 68% de aprovação popular, mas o momento é visto como possivelmente eleitoral.
  • Bruno Soller sugere que a discussão da PEC pode influenciar a eleição presidencial, mas questiona o timing da proposta.
  • Davi Alcolumbre, presidente do Senado, enfrenta críticas de bolsonaristas por não abrir processos de impeachment contra ministros do STF.
  • Possíveis substituições no Senado incluem Rogério Marinho e Arthur Lira, caso Flávio Bolsonaro vença a presidência.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Três dias após o primeiro turno das eleições, o Senado começa a discutir a PEC (Proposta de Emenda à Constituição) pelo fim da escala 6x1. Em meio à disputa presidencial, a dúvida é se a medida, caso seja aprovada a tempo, pode influenciar nos resultados das urnas no dia 25 de outubro.

A proposta é aceita por cerca de 70% dos brasileiros e os debates no plenário animam os trabalhadores, mas, para o analista do Real Time Big Data, Bruno Soller, o momento em que as conversas são realizadas pode causar o efeito inverso. “O eleitor fica: ‘Se isso era uma coisa tão importante para o presidente Lula, por que ele não fez antes?’ [...] Isso já gera uma pequena dúvida e fica parecendo que tem um viés eleitoral à medida”.

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Proposta da escala 6x1 diminuiria jornada de trabalho de 44 para 40 horas por semana Reprodução/ RECORD NEWS

A escolha do próximo presidente do Brasil pode ser impactada pela aprovação ou não da PEC, porém Soller chama atenção para outro cargo que está em jogo: o de Davi Alcolumbre, como presidente do Senado. “Porque ele [Alcolumbre] já tem a consciência de que, caso Flávio Bolsonaro seja eleito presidente da República, a sua cadeira como presidente do Senado está muito ameaçada”, raciocinou Soller.

“A grande crítica que se tem hoje dos bolsonaristas ao presidente Davi Alcolumbre é de que ele não acata a abertura do processo de impeachment contra os ministros do STF (Supremo Tribunal Federal). Essa vai ser uma pauta fundamental para o bolsonarismo caso o Flávio vire presidente da República”, complementou o analista durante o Link News desta terça-feira (6).

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Para Soller, em um momento em que “não há clima para se discutir uma proposta tão séria”, com novos senadores escolhidos para 2027 e com um prazo que diminui a cada minuto, Davi Alcolumbre assume uma missão que “é muito mais nessa ideia de, olha, estou pagando um pedágio aqui para depois você [Lula] me ajudar lá na frente”.

Mesmo com uma possível vitória de Luiz Inácio Lula da Silva, o cientista político entende que Alcolumbre encontraria um cenário desafiador. Já quanto a possíveis substituições no caso de uma vitória de Flávio Bolsonaro, Soller apontou dois nomes como principais candidatos. “O próprio Rogério Marinho, coordenador da campanha do Flávio Bolsonaro, [...] e Arthur Lira, que já foi presidente da Câmara dos Deputados”.

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