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Caminho de Lula para reeleição é difícil devido à avaliação negativa, diz cientista político

Pesquisa eleitoral para 2026, divulgada nesta terça-feira (5), mostra Flávio Bolsonaro à frente do presidente atual no segundo turno

2026|Do R7, com RECORD NEWS

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • A pesquisa do Instituto Real Time Big Data revela Flávio Bolsonaro à frente de Lula no segundo turno das eleições de 2026.
  • Lula empata com Ciro Gomes e vence outros candidatos como Ronaldo Caiado e Romeu Zema, dentro da margem de erro.
  • Especialistas afirmam que a atual polarização política é negativa e torna difícil a reeleição de Lula com seu governo mal avaliado.
  • O cientista político sugere que mudanças recentes no governo podem tornar Lula mais competitivo nas próximas eleições.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

A pesquisa do instituto Real Time Big Data para as eleições presidenciais de 2026, divulgada nesta terça-feira (5), mostra Flávio Bolsonaro (PL) à frente de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno, dentro da margem de erro.

Em outros cenários, Lula empata com Ciro Gomes (PSDB) e vence Ronaldo Caiado (PSD), Romeu Zema (Novo) e Renan Santos (Missão). A pesquisa ouviu 2.000 pessoas entre os dias 2 e 4 de maio; a margem de erro é de dois pontos percentuais e o nível de confiança é de 95%.


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Em entrevista ao Link News, Bruno Soller, cientista político e sócio da Real Time Big Data, diz que os resultados apresentados expressam uma consolidação da polarização iniciada na eleição de 2022. “O cenário é de uma polarização, basicamente, consolidada e toda essa discussão em cima do que é o governo Lula. Com o governo mal avaliado do jeito que está, o caminho do presidente Lula é difícil para reeleição neste momento”, opina.

“Essa polarização que está posta não é uma polarização positiva, é uma polarização cada vez mais negativa, porque você tem um governo mal avaliado e você tem do outro lado um representante de um governo que foi reprovado nas urnas”, diz. Segundo Soller, a rejeição de Flávio Bolsonaro se dá pela relação e percepção de parte do eleitorado em relação ao pai dele, Jair Bolsonaro, e ao que o governo dele representou.


O cientista político aponta que a avaliação do governo Lula caiu no início do ano; porém, algumas mudanças — como o Desenrola Brasil e a possibilidade da aprovação da jornada de trabalho 5x2 em detrimento da escala 6x1 — talvez deem algum estímulo e façam o presidente chegar “mais competitivo” na disputa de outubro.

“Então, todas as candidaturas postas, tirando a do Ciro Gomes, que tem um histórico de dialogar com a esquerda brasileira, o restante das candidaturas conversa com um eleitorado, vamos dizer assim, de direita no Brasil”, explica Soller sobre outras possibilidades de resultados.


Em relação aos outros candidatos, ele esclarece que eles “seriam os votos de oposição ao que representa o petismo no país. Então, nesse sentido, se colocar como oposição firme ao presidente Lula é o primeiro ato que esse público precisa, e o segundo ato é se diferenciar entre eles”.

Soller conclui que o grande problema atual é que as pessoas estão analisando o que está posto e, no caso, o que está posto é o governo Lula: “E quando o governo Lula é mais rejeitado do que aprovado pela população, a tendência é que os nomes que venham contra o Lula tenham maior viabilidade.”

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