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Filme de Bolsonaro virou ‘comédia de erros’ que ameaça candidatura de Flávio, diz ‘FT’

Jornal britânico afirma que Dark Horse pode ‘afundar’ a pré-candidatura presidencial de Flávio Bolsonaro

2026|Do Estadão Conteúdo

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • O Financial Times relata que o filme "Dark Horse" pode prejudicar a candidatura presidencial de Flávio Bolsonaro.
  • Flávio buscou financiamento com Daniel Vorcaro, banqueiro investigado por fraude, gerando controvérsia.
  • O financiamento do filme levanta dúvidas sobre a viabilidade eleitoral de Flávio, sucessor político de Jair Bolsonaro.
  • Apesar das controvérsias, aliados acreditam que o filme pode ter repercussão significativa no Brasil e no exterior.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Senador Flávio Bolsonaro
Flávio pediu dinheiro a Vorcaro para filme sobre o pai Kayo Magalhães/Câmara dos Deputados - 21.5.2026

O jornal britânico Financial Times publicou nesta segunda-feira (25) reportagem em que afirma que o filme Dark Horse, inspirado na trajetória política do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), pode “afundar” a pré-candidatura presidencial de seu filho mais velho, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).

Segundo o periódico, a produção virou uma espécie de “comédia de erros” antes mesmo da estreia, após as revelações de que Flávio buscou financiamento para o longa com o banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, preso e alvo de investigações pela fraude bilionária da instituição. Ele aparece em áudio cobrando repasses de Vorcaro para a realização da obra audiovisual.


Na análise do Financial Times, a controvérsia em torno do financiamento do projeto levanta dúvidas sobre a viabilidade eleitoral de Flávio, apontado como sucessor político do pai depois da condenação de Jair Bolsonaro a 27 anos e três meses de prisão por tentativa de golpe após as eleições de 2022.

“A revelação colocou o principal desafiante do presidente Luiz Inácio Lula da Silva no centro de um amplo escândalo político que abalou Brasília, ameaçando a candidatura do senador de 45 anos nas eleições presidenciais de outubro”, diz o jornal, acrescentando que Flávio vai “buscar no pai inspiração para sua própria sobrevivência política”.


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Segundo reportagens, R$ 61 milhões de cerca de R$ 134 milhões acertados entre Flávio e Daniel Vorcaro para o longa foram enviados entre fevereiro e maio de 2025.

O Financial Times aponta que a soma supera com folga a de produções brasileiras recentes de grande porte, como O Agente Secreto, que representou o país na última edição do Oscar e custou cerca de R$ 27 milhões.


“Já os apoiadores da cinebiografia de Bolsonaro, dirigida pelo cineasta americano Cyrus Nowrasteh, argumentam que o valor não é elevado para os padrões de Hollywood”, diz a publicação, que define o longa como “mistura de thriller e conspiração” que narra a chegada do “Trump dos Trópicos”, como Bolsonaro era chamado, ao poder em 2018.

O Financial Times cita que a conexão com Vorcaro não é a primeira controvérsia da produção do filme, que contou com denúncias a sindicatos sobre condições de trabalho no set de filmagem e o uso não autorizado de uma música da cantora Beyoncé.


Apesar do desgaste provocado pelo caso, aliados do ex-presidente e de Flávio avaliaram à reportagem que Dark Horse, que tem o ator americano Jim Caviezel no papel de Jair Bolsonaro, pode alcançar repercussão tanto no Brasil quanto no exterior.

O ex-estrategista da Casa Branca Steve Bannon declarou ao jornal que pretende ajudar na divulgação do filme nos EUA e acredita que a participação de Caviezel, ligado ao movimento conservador Maga (Make America Great Again), pode aumentar o interesse na obra.

“Se você está no Brasil e descobre que existe um filme sobre o seu ex-presidente, estrelado por uma grande estrela de Hollywood, esse tipo de coisa multiplica o alcance do investimento. É melhor do que fazer comerciais de 30 segundos na TV”, disse.

De acordo com versão de um roteiro que veio a público, o filme traz temas religiosos voltados à base cristã conservadora dos Bolsonaro, mensagens anti-establishment, uma representação gráfica da facada sofrida pelo ex-presidente durante a campanha de 2018 e elementos ficcionais.

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