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Candidata do PT ao Senado é agredida pela Polícia Militar de Santa Catarina

Fernanda Klitzke é suplente na chapa de Décio Lima (PT); caso aconteceu em Jaraguá do Sul

2026|Do R7

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Fernanda Klitzke, candidata suplente ao Senado pelo PT, foi agredida pela Polícia Militar em Jaraguá do Sul, SC.
  • O incidente ocorreu durante uma confraternização do PT, após uma denúncia de perturbação de sossego por uma vizinha.
  • Fernanda foi alvejada por tiros de borracha e agredida fisicamente ao tentar obter informações sobre a condução de colegas à delegacia.
  • Candidatos e lideranças do PT repudiaram a violência e pediram uma investigação rigorosa sobre o caso.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Fernanda Klitzke (PT) é 2ª suplente na chapa do partido ao Senado em SC Reprodução - 12.09.2026

Uma candidata do PT em Santa Catarina foi agredida pela PM (Polícia Militar) na noite do último sábado (12). O caso aconteceu em Jaraguá do Sul e envolveu a advogada Fernanda Klitzke, que é suplente na chapa ao Senado de Décio Lima (PT).

Em vídeo gravado por colegas, é possível ver a candidata sendo alvejada por tiros de borracha, disparados por um policial, sendo arremessada ao chão e chutada por dois agentes. A PM alega resistência às determinações policiais.


A ocorrência

A ocorrência se dá em torno de uma confraternização envolvendo correligionários do PT. Por volta das 18h, um dos convidados chega ao local da festa com o som do carro em volume alto, tocando uma música com conteúdo relacionado ao presidente Lula.

Esse fato incomodou uma vizinha, que teria discutido com o ocupante do carro. Às 20h, a Polícia Militar registra uma ocorrência de perturbação de sossego e ameaça. Segundo a PM, a denúncia feita por essa vizinha alegava que o som alto estava causando “grande agitação” em seu filho, que possui transtorno do espectro autista.


Cerca de uma hora depois, a viatura policial chega e procura pelo dono do veículo que estava com som alto. Tiago Luis de Azevedo se apresenta aos policiais, que pedem seus documentos e a chave do carro para realizar uma busca. Tiago, então, questiona o motivo da revista e pergunta se existia mandado ou denúncia que justificasse a abertura do carro.

Na sequência, Tiago recebe voz de prisão. Segundo a PM, ele se apresentou “pouco cooperativo”, resistiu às determinações policiais e proferiu ofensas contra os agentes. Tiago e testemunhas, no entanto, alegam que ele estava sendo preso unicamente por ter perguntado se havia fundamentos para a revista no veículo.


Enquanto Tiago é levado para a viatura, aproxima-se da guarnição Vera Lúcia Freitas, esposa do candidato a deputado estadual em Santa Catarina, Professor Chico (PT). Vera relata que estava preocupada com o amigo e tirou o celular para fotografar a viatura.

Segundo ela, após uma discussão com os agentes, eles teriam tirado o celular de sua mão, colocado seu braço por trás e aplicado um “mata-leão”. Neste momento, Fernanda Klitzke chega perto da viatura e se apresenta como advogada, perguntando por informações sobre a condução de Vera e Tiago para a delegacia.


Fernanda, então, é abordada por uma policial e passa a ser agredida pelos agentes. Ela descreve que também recebeu um “mata-leão” e, na sequência, passa a ser alvejada por tiros de borracha. Fernanda é derrubada, continua recebendo tiros de borracha de curta distância e é chutada pelos agentes.

Segundo a Polícia Militar, Fernanda teria resistido às determinações e interveio fisicamente na condução de Vera. A corporação também afirma que, “diante da evolução da situação e visando preservar a integridade física da equipe e dos envolvidos, foram empregados meios de menor potencial ofensivo e técnicas de contenção, conforme a necessidade apresentada no momento”.

No chão, Fernanda é algemada pelos policiais e conduzida à delegacia junto a Tiago e Vera. Na delegacia, um boletim de ocorrência é feito por eles, no qual são fotografadas as lesões e registradas suas versões. Nas imagens é possível ver as marcas dos tiros recebidos por Fernanda.

Os relatos dados pelos envolvidos mencionam motivação política na ação dos policiais. Segundo Tiago, ele ouviu, durante o deslocamento, os agentes dizendo que não teriam comparecido se fosse uma festa relacionada ao ex-presidente Bolsonaro.

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Repercussão

Os candidatos Décio Lima (PT), cabeça de chapa em que Fernanda concorre, Gelson Merisio (PSB), que concorre ao Governo de Santa Catarina, e Professor Chico (PT) prestaram solidariedade a Fernanda e demais companheiros envolvidos na ocorrência. O presidente nacional do PT, Edinho Silva, também se pronunciou e disse que o partido repudia a violência sofrida por Fernanda.

“É imprescindível uma apuração rigorosa, célere e transparente de toda a ocorrência, inclusive para esclarecer se houve qualquer motivação ou tratamento de natureza política. O PT não aceitará violência política e, principalmente, contra a mulher”, afirma a nota.

O governador de Santa Catarina e candidato à reeleição, Jorginho Mello (PL), publicou um vídeo nas redes sociais em que diz que a “esquerda tentou montar uma grande armadilha contra a Polícia Militar, mas se deu mal”.

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