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‘Centrão não me apoiou por ameaças feitas por altas autoridades’, diz Flávio Bolsonaro

Candidato diz que participação do Centrão deixaria a campanha mais bem estruturada; também fala em usar a imagem do pai

2026|Do R7

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Flávio Bolsonaro afirma que o Centrão não o apoiou devido a ameaças de altas autoridades em Brasília.
  • O candidato critica o Judiciário, alegando que há constrangimentos para líderes partidários tomarem decisões políticas.
  • Flávio propõe fundir quatro ministérios sob o Ministério da Infraestrutura, mas a ideia ainda não está fechada.
  • Pretende cortar mais de mil normatizações burocráticas, seguindo promessa do governo de seu pai, Jair Bolsonaro.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Flávio Bolsonaro, candidato do PL à Presidência da República Lula Marques/Agência Brasil

O candidato à Presidência pelo PL, Flávio Bolsonaro, afirmou nesta terça-feira (18), que a falta de apoio do Centrão ao seu nome ocorreu porque integrantes desses partidos foram ameaçados por autoridades de Brasília.

“Apesar de esses partidos não terem vindo formalmente, seria importante ter o tempo de TV e rádio. Seria campanha mais bem estruturada. Não vieram, todos estão vendo as razões. Eles receberam ameaças de altas autoridades em Brasília para não se juntarem à minha candidatura. O sistema está com medo de Flávio Bolsonaro”, afirmou o candidato, em Belo Horizonte, em entrevista à rádio Itatiaia.


Flávio não citou nomes, mas reiterou suas críticas ao Judiciário. “Esse é mais um sintoma de que não vivemos uma democracia plena a partir do momento que autoridades do Judiciário fazem algum tipo de constrangimento para líderes partidários tomarem suas decisões dentro da política”, falou.

Estratégia com Jair Bolsonaro

Mesmo impedido de participar fisicamente da campanha, Jair Bolsonaro deve continuar sendo utilizado como uma das principais referências da candidatura do filho. Flávio afirmou que a equipe jurídica definirá até onde será possível levar essa estratégia sem ultrapassar as regras eleitorais.


“O jurídico ainda vai me dar o limite. Vou usar o limite do que a legislação permitir”, afirmou.

A questão ganhou destaque depois que o PL apresentou, durante a convenção que oficializou a candidatura de Flávio, uma peça produzida com inteligência artificial que reproduzia a imagem e a voz do ex-presidente para manifestar apoio ao filho.


O episódio colocou a utilização de recursos de inteligência artificial nas campanhas eleitorais no centro do debate do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). A Corte discute quais serão os limites para esse tipo de conteúdo e como deverão ser tratados eventuais casos de uso irregular da tecnologia.

*com Estadão Conteúdo


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