Com a promessa de fazer uma reforma administrativa, Zema diz que servidor público deve trabalhar por ‘vocação’
Presidenciável do Novo criticou altos salários no setor público e disse que quem quiser ficar rico deve procurar a iniciativa privada
2026|Vinicius Rangel
LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA
Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

O candidato do Partido Novo à Presidência da República, Romeu Zema, prometeu fazer uma reforma administrativa no governo federal e defendeu uma mudança na relação com o funcionalismo público. Em São Paulo, durante agenda de campanha, o ex-governador de Minas Gerais afirmou que o serviço público deve ser ocupado por pessoas interessadas em prestar um serviço à população, e não em construir patrimônio. “Venha para o setor público, você será muito bem-vindo, mas para servir. Se o seu objetivo de vida é ficar rico, vá para o setor privado”, afirmou.
A declaração foi dada durante uma entrevista nesta quinta-feira (20). Zema defendeu que pretende reduzir o peso da estrutura administrativa e criticou o que considera uma distorção na remuneração de parte do funcionalismo. Na avaliação do candidato, o Estado deveria atrair profissionais interessados em exercer uma função pública e reduzir mecanismos que, segundo ele, permitem remunerações elevadas. “No Brasil, nós investimos isso. Saiu aí recentemente um ranking de quem mais ganha no Brasil, e infelizmente está no setor público.”
Zema não apresentou uma proposta específica de teto salarial diferente do que já determina a legislação, nem detalhou quais carreiras seriam atingidas por eventuais mudanças.
Reforma administrativa
A reforma administrativa é uma das propostas centrais do discurso econômico de Zema. O candidato defende a redução do tamanho da máquina pública e reorganização das estruturas do governo federal.
Durante a entrevista, ele citou como exemplo a experiência em Minas Gerais e afirmou que a redução da estrutura administrativa foi uma das medidas adotadas durante sua gestão. Em 2019, no primeiro ano de governo, Zema reduziu de 21 para 12 o número de secretarias e previa a redução de 16% dos cargos comissionados, além de uma diminuição de 47% na estrutura interna das secretarias. À época, o governo estimava uma economia de cerca de R$ 1 bilhão em quatro anos.
A estrutura administrativa mineira passou por novas alterações nos anos seguintes. Em 2023, uma nova reorganização elevou para 14 o número de secretarias. A mudança foi apresentada como uma forma de modernizar a gestão e tornar a prestação dos serviços mais eficiente.
O ex-governador de Minas usa o período em que comandou o Estado como argumento para defender uma reforma semelhante em Brasília: “Não levar um parente, não levar um apadrinhado, levar gente competente. O setor público quer isso”, concluiu.
🗳️Eleições 2026: leia todas as notícias sobre a disputa
🤳🏽Fique por dentro das principais notícias do dia no Brasil e no mundo. Siga o canal do R7, o portal de notícias da RECORD, no WhatsApp 📲














