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Faculdades privadas dizem que Caiado não conhece cursos de medicina

Candidato à Presidência comparou ‘pulverização de cursos de saúde com bets institucionalizadas’

2026|Do Estadão Conteúdo

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • A Abmes criticou declarações de Ronaldo Caiado sobre a formação médica no Brasil, afirmando que ele demonstra desconhecimento do setor.
  • Caiado comparou a expansão de faculdades de Medicina a uma "bet institucionalizada", criticando a qualidade do ensino.
  • A Abmes defende a importância das instituições privadas na formação de médicos e a necessidade de políticas para melhorar a distribuição de profissionais de saúde no país.
  • Caiado propõe em seu plano de governo aumentar as exigências de avaliação e reformar a formação em saúde para melhor alinhar currículos com demandas sociais.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Ronaldo Caiado criticou faculdades de medicina durante proposta para educação Divulgação/PSD

A Abmes (Associação Brasileira de Mantenedoras de Ensino Superior) afirmou, em nota enviada ao Broadcast Político nesta quinta-feira (20), que o candidato do PSD à presidência da República, Ronaldo Caiado, revela “desconhecimento” ao falar sobre a formação médica no país.

A entidade, que representa 5,3 mil unidades educacionais de ensino superior particular no Brasil, criticou uma declaração de Caiado feita na quarta-feira (19), durante o 34º Congresso das Santas Casas e Hospitais Filantrópicos (CMB), em Brasília.


Na ocasião, Caiado disse que “a pulverização de faculdades de Medicina no Brasil inteiro, para todo lado, vira uma verdadeira bet institucionalizada no Brasil”. O candidato afirmou ainda que “é só para cobrar mensalidade do pai” e que “a formação da maioria dos jovens não passa por uma prova de proficiência”.

A entidade afirma que Caiado trata de “forma generalizada” a expansão dos cursos de Medicina. “A Abmes respeita as opiniões e manifestações do candidato Ronaldo Caiado, mas entende que suas declarações revelam desconhecimento sobre o trabalho sério, competente e comprometido com a qualidade realizado pela imensa maioria das instituições privadas que oferecem formação médica no País”, diz a nota.


O texto prossegue: “Tratar de forma generalizada a expansão dos cursos de Medicina como uma atividade meramente comercial não ajuda a enfrentar um dos principais desafios da saúde brasileira: garantir profissionais bem formados e disponíveis para atender a população onde ela mais precisa”.

A Abmes ressalta ainda o papel das instituições privadas na formação de médicos que se espalham pelo Brasil. “São responsáveis pela formação de milhares de médicos e profissionais de saúde que hoje atuam em todas as regiões do Brasil e desenvolvem suas atividades submetidas às regras, avaliações e exigências estabelecidas pelo poder público.”


A nota continua: “O país ainda enfrenta vazios assistenciais e grandes desigualdades na distribuição de médicos, sobretudo em regiões mais vulneráveis e na atenção básica”.

No texto, a Associação defende políticas que estimulem a formação médica qualificada, com ampliação da presença dos profissionais em todo o território nacional. “Isso não significa abrir mão do rigor. A ABMES defende uma avaliação criteriosa da formação médica e o aprimoramento permanente da qualidade dos cursos”, diz a nota.


A entidade acrescenta: “Eventuais problemas precisam ser identificados e corrigidos com seriedade, com base em dados, critérios técnicos e avaliações responsáveis, sem generalizações que desconsiderem o trabalho de instituições, professores, profissionais de saúde e estudantes comprometidos diariamente com essa formação”.

Ex-governador de Goiás, Caiado é médico formado pela Escola de Medicina e Cirurgia da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (Unirio). O candidato do PSD também fez mestrado na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).

Em seu plano de governo para a educação, Caiado menciona “elevar exigências de avaliação, fechar ou reestruturar cursos persistentemente insuficientes e combater a evasão”. Ele também defende a reforma da formação em diversas áreas, como a saúde, “aproximando currículos de pesquisa, prática profissional e demandas sociais”.

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