Logo R7.com
RecordPlus
Notícias R7 – Brasil, mundo, saúde, política, empregos e mais

Gonet diz que Ministério Público será ‘firme’ no combate à influência de facções nas eleições

Chefe da PGR pediu atuação ‘firme e neutra’ para conter abusos e pressões que possam comprometer a liberdade de escolha do eleitor

2026|Do Estadão Conteúdo

  • Google News

LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Paulo Gonet, procurador-geral da República, assegura que o Ministério Público fará uma atuação firme contra a infiltração de facções criminosas nas eleições.
  • O MP Eleitoral prioriza o combate à violência política contra mulheres e à desinformação que afeta a liberdade de escolha dos eleitores.
  • Foi criado um grupo de trabalho para auxiliar a fiscalização e garantir a integridade do processo eleitoral, atuando em parceria com as equipes de combate ao crime organizado.
  • Gonet enfatiza a importância de prevenir a propagação de notícias falsas e promover um ambiente eleitoral seguro e democrático.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Paulo Gonet
Paulo Gonet também disse que combate à violência política contra a mulher será prioridade Antonio Augusto/MPF - 7.4.2026

O procurador-geral da República, Paulo Gonet, afirmou que o Ministério Público “vai atuar para impedir a infiltração de organizações criminosas no processo eleitoral”.

Em encontro com procuradores regionais eleitorais que vão fiscalizar o cumprimento das regras em todo o país, ele pediu a atuação “firme e neutra” para conter abusos e pressões que possam comprometer a liberdade de escolha do eleitor.


O combate à violência política contra a mulher e à desinformação é outro tópico que está entre as prioridades elencadas por Gonet, que também atua como procurador-geral eleitoral.

“Temos que trabalhar para que o eleitor possa formar sua opinião de forma livre, sem pressões econômicas, psicológicas ou políticas”, afirmou Gonet.


leia mais

As informações sobre a estratégia do MP Eleitoral foram divulgadas pela Secretaria de Comunicação Social da PGR. O encontro reúne, em Brasília, cerca de 30 procuradores e procuradoras do Ministério Público Eleitoral.

Durante dois dias, eles vão debater questões relacionadas a registro de candidatura, fraude à cota de gênero, violência política, desinformação, abuso de poder, prestação de contas e outros detalhes do pleito. O objetivo é definir as estratégias de ação para fiscalizar a disputa deste ano.


Segundo Gonet, uma das grandes preocupações é “impedir a influência de facções criminosas no financiamento e promoção de candidatos ou na escolha dos eleitores”.

Nas últimas eleições municipais, o MP Eleitoral conseguiu barrar na Justiça o registro de candidatos a vereador envolvidos com grupos criminosos. Para este ano, a Procuradoria-Geral Eleitoral criou um GT (grupo de trabalho) para prestar apoio aos promotores e procuradores nessa atuação.


O GT vai auxiliar na coleta de dados estratégicos e manter diálogo permanente com os Gaecos (Grupos de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado) e os Núcleos de Inteligência dos Ministérios Públicos Federal, dos Estados e do Distrito Federal e Territórios.

“Precisamos estar atentos aos indícios e dedicar todos os nossos esforços para enfrentar qualquer tentativa de infiltração do crime organizado no processo eleitoral”, reforçou.

O procurador também destacou a necessidade de combater a propagação de notícias falsas ou descontextualizadas, sobretudo nas redes sociais, que tentam enfraquecer o processo eleitoral e a democracia.

“Temos que estar preparados para atuar de forma enérgica e neutra no combate a abusos para preservar os valores democráticos”, disse Gonet.

Violência política

Durante o encontro, o vice-procurador-geral eleitoral, Alexandre Espinosa, destacou a importância de prevenir e combater a violência política contra as mulheres “para assegurar maior participação feminina no meio político e nos postos de decisão”.

O MP Eleitoral conta com um grupo de trabalho relacionado ao tema, que monitora cerca de 300 casos de violência política de gênero no país.

A prática é considerada crime eleitoral, desde 2021, com penas que podem variar de 1 a 4 anos de prisão. Cabe ao Ministério Público apresentar denúncia à Justiça contra os agressores. Desde 2021, cerca de 50 denúncias já foram apresentadas pedindo a punição de agressores.

Search Box

🗳️Eleições 2026: leia todas as notícias sobre a disputa

🤳🏽Fique por dentro das principais notícias do dia no Brasil e no mundo. Siga o canal do R7, o portal de notícias da RECORD, no WhatsApp 📲

Últimas


Utilizamos cookies e tecnologia para aprimorar sua experiência de navegação de acordo com oAviso de Privacidade.