Haddad defende abordagem sanitária a usuários de crack e reinserção por meio do trabalho
Candidato do PT voltou a defender projeto ‘De Braços Abertos’, implementado durante sua gestão na Prefeitura de SP
2026|Do R7
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O candidato do PT ao Governo de São Paulo, Fernando Haddad, comentou nesta segunda-feira (24) sobre a situação dos usuários de crack na capital paulista. O ex-prefeito da cidade voltou a defender abordagem sanitária, fornecimento de abrigo e reinserção por meio do trabalho para as pessoas em dependência.
“A abordagem sanitária é importante. Você precisa abordar essas pessoas para tratá-las”, afirmou Haddad. O candidato propõe que gestão estadual e municípios dividam tarefas: estado combate o tráfico de drogas e prefeituras tratam os usuários.
“Se você não der tratamento a essas pessoas, elas não vão deixar de consumir. Elas precisam de uma saída para a dependência, precisam estar referenciadas a um Caps [Centro de Atenção Psicossocial], precisam de um abrigo, um teto, uma porta para o mundo do trabalho”, defendeu o petista durante sabatina realizada pelo portal UOL e pela Folha de S.Paulo.
Essas são algumas das diretrizes do programa “De Braços Abertos”, implementado pelo petista na sua gestão como prefeito de São Paulo e defendido por ele na campanha atual.
Segundo ele, estudos da Plataforma Brasileira de Política de Drogas apontaram que 65% dos atendidos pelo programa deixaram de usar drogas.
O candidato ainda aproveitou para rebater seu concorrente ao governo do estado, Tarcísio de Freitas, que declarou publicamente que a Cracolândia havia acabado.
“Dá uma caminhada no Brás à noite para ver se a Cracolândia acabou. O fato de as pessoas mudarem de lugar para consumir crack não quer dizer que não há consumo de crack na cidade de São Paulo”, afirmou.
Segundo ele, o consumo da droga se dispersou pela capital e já formou “pequenas cracolândias” em outras cidades do estado.
Câmeras corporais para PM
Sobre segurança pública, Haddad afirmou que colocará as câmeras corporais dos policiais militares para funcionar “ininterruptamente”. O candidato reconheceu que Tarcísio acertou em voltar atrás e comprar câmeras para os agentes. “Mas isso do cara desligar quando quer não dá”, defendeu.
“Há vários casos do policial desligar a câmera antes da ação e do enfrentamento policial”, completou.
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