Lula cumpre agenda interna após visitar Margem Equatorial para comemorar anúncio de petróleo
Candidato à reeleição esteve ontem em navio-sonda da Petrobras, no Amapá, depois de descoberta de poço a 500 km de distância da costa
2026|Do R7, com Estadão Conteúdo
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O candidato à reeleição pelo PT, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, cumpre agendas internas de governo nesta terça-feira (18), um dia depois de viajar de Brasília ao litoral do Amapá para comemorar a descoberta de um poço de petróleo pela Petrobras, localizado a 500 km da costa brasileira.
Hoje, Lula tinha uma agenda com o chefe do gabinete pessoal, Oswaldo Malatesta, no Palácio da Alvorada, às 9h30, e um encontro com a ministra da Casa Civil, Miriam Belchior, também no Alvorada, às 10h. À tarde, às 15h, há uma reunião com com o secretário especial para Assuntos Jurídicos da Casa Civil, Marcelo Weick.
Ontem, Lula esteve num navio-sonda ancorado na costa amapaense para comemorar a descoberta de petróleo no poço Morpho, na Bacia da foz do Amazonas, área conhecida como Margem Equatorial. Ao capitalizar em cima do anúncio, o petista disse que empresa de petróleo precisa investir continuamente em pesquisa para garantir sua sobrevivência.
Lula reforçou o argumento de que a confirmação de petróleo na Margem Equatorial brasileira tem implicações geopolíticas. “O que está em jogo são interesses do Brasil e da Petrobras”, declarou.
“Todo mundo aqui sabe a polêmica da Margem Equatorial. Eu pensei que a gente tinha que derrubar uma árvore para a gente poder ter a Petrobras. Eu fico sabendo que a distância é mais de 500 quilômetros da Foz do Amazonas”, disse Lula.
Essa informação sobre distância de 500 quilômetros é reforçada pelo governo na tentativa de distanciar a exploração de petróleo da Foz do Amazonas — que é uma região de alta sensibilidade ambiental.
No discurso desta segunda-feira, Lula disse ter defendido o anúncio da prospecção na Margem Equatorial antes da 30ª COP 30 (Conferência das Partes da ONU sobre Mudança do Clima), que ocorreu em novembro de 2025, em Belém, no Pará. Ele relatou que países europeus ficariam “chateados” com o anúncio, com o argumento da incompatibilidade com a pauta ambiental.
“Não estou negando minha luta para que um dia a gente não precise de combustível fóssil”, afirmou o presidente. Para ele, a Margem Equatorial é “um passaporte para o futuro desse país”.
Lula também disse que “valeu a pena” colocar Magda Chambriard na presidência da Petrobras.
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