Renan Santos nega eventual apoio a Flávio Bolsonaro no segundo turno
Candidato do Missão à Presidência também comentou sobre a crise no Supremo Tribunal Federal
2026|Do R7, com Estadão Conteúdo
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O candidato à Presidência da República, Renan Santos (Missão), negou um eventual apoio ao seu adversário, Flávio Bolsonaro (PL), em um segundo turno das eleições, assim como ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
“Jamais vou trabalhar com a hipótese de eu me juntar a algum desses grupos políticos, porque eles são corruptos”, disse, durante sabatina do UOL e Folha de S. Paulo nesta sexta-feira (11).
O candidato disse, também, que Flávio Bolsonaro é “estúpido”. “O Flávio Bolsonaro é um bandido da política”, afirmou.
Crise no STF
Sobre a crise do STF (Supremo Tribunal Federal), o presidenciável afirmou: “Eu imagino que esses fatos vão alterar a dinâmica das eleições nas próximas duas semanas, mas até agora já deveriam haver alterações. Eu acho que esse cansaço do eleitor é a grande novidade política que nós temos”. Ele voltou a afirmar que não reconhece o ministro Alexandre de Moraes como legítimo após as revelações sobre um suposto envolvimento dele com o Banco Master.
Ao ser questionado sobre quem seria mais afetado pela crise no Supremo, o candidato afirmou que acredita que Lula será o mais afetado, mas acrescentou: “Vamos ver o que vai sair do Flávio”.
Pauta fiscal
O candidato voltou a defender a desvinculação do piso da saúde e da educação. “A desvinculação do piso da saúde e da educação vai permitir que haja um controle de contas públicas e uma maior capacidade do governo de propor seu orçamento, aumentar a capacidade de investimento. Isso aumenta a riqueza geral, e, aumentando a riqueza geral, você aumenta o poder de compra”, disse.
Santos afirmou que, em sua proposta, o modelo do salário mínimo não fica inalterado. “A questão toda é gatilhos automáticos para reajustes de benefícios usando o salário mínimo”, afirmou.
Pena de morte
O candidato afirmou ser pessoalmente favorável à pena de morte, mas negou que seria algo trabalhado em um primeiro mandato. “Nos quatro anos de mandato, acho que é uma discussão que não é possível”, declarou. Ao ser questionado se ele se considera um radical, Renan Santos negou e defendeu acreditar ser uma pessoa “sensata”.
Em um esquema de perguntas e respostas instantâneas, conhecido como “pinga-fogo”, o candidato afirmou ser a favor de uma dosimetria para os condenados no 8 de janeiro, alteração completa no foro privilegiado, além de voltar a dizer que é contrário à reeleição. O candidato afirmou, também, que é favorável à autonomia do Banco Central.
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