‘Nosso sistema mais uma vez mostrou-se absolutamente confiável’, diz Nunes Marques após 1º turno
Discurso destacou clima de transparência, segurança nas urnas e avanço expressivo no combate às fake news
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O presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), ministro Nunes Marques, apresentou na noite deste domingo (4), o balanço final do primeiro turno das eleições deste ano. O discurso destacou o clima de transparência, a segurança nas urnas e um avanço expressivo no combate às fake news.
“No que é essencial, nosso sistema mais uma vez mostrou-se absolutamente confiável. E, como sempre, os resultados estão sendo divulgados de forma transparente, pública e segura”, disse.
Nunes afirmou que os resultados estão sendo divulgados de forma transparente, pública e segura.
“Ressalto, todavia, que a eleição não termina quando a votação é encerrada. Ela se completa quando a vontade soberana do eleitorado é conhecida e respeitada. Vamos agora trabalhar para termos um segundo turno com a mesma tranquilidade e normalidade que tivemos neste primeiro turno”, disse.
Nunes Marques deu relevância aos pareceres dos observadores de missões internacionais e nacionais que acompanharam a votação. Relatórios parciais do Parlasul, da OEA (Organização dos Estados Americanos) e da Uniore atestaram a transparência e a normalidade do pleito brasileiro, destacando a relação de confiança entre o sistema eleitoral, órgãos governamentais, partidos e instituições civis.
Na mesma linha, a Missão de Observação Eleitoral do NEPEDI/UERJ informou não ter identificado incidentes graves nas urnas eletrônicas, na identificação dos eleitores ou na logística do pleito que comprometessem o exercício do voto. O relatório também descartou qualquer indício de interferência estrangeira no processo.
No âmbito da Segurança Pública, dados compilados em parceria com o Ministério da Justiça indicam o registro de 907 crimes eleitorais e a apreensão de R$ 626.338,00.
A prática de boca de urna respondeu por 32,2% dos casos (311 ocorrências), seguida por propaganda eleitoral irregular (28,2%, com 272 casos). A operação mobilizou um contingente integrado de 321.040 profissionais, unindo forças estaduais, Polícia Federal, Polícia Rodoviária Federal e Força Nacional.
Um dos dados apresentados pelo ministro foi a queda acentuada nos registros do Siade (Sistema de Alerta de Desinformação Eleitoral). O volume de denúncias sobre integridade do processo ou supressão de voto caiu de 18.487 (entre agosto e a véspera do pleito em 2022) para 2.604 no mesmo período de 2026 — uma redução de aproximadamente 86%.
“A redução é significativa e merece ser reconhecida. Mas ela não significa que devamos baixar a guarda. A defesa da verdade, da informação de qualidade e da liberdade de escolha do eleitor exige vigilância permanente”, frisou o presidente da Corte.
A respeito da contagem de votos, o ministro mencionou que a apuração e a totalização transcorreram dentro da normalidade esperada, ressalvando apenas um pequeno atraso momentâneo na divulgação causado por dificuldades na conversão técnica dos dados pelo software de exibição público.
Marques garantiu que o sistema de apuração em si permaneceu inviolável, seguro e totalmente confiável.
Ao encerrar suas palavras de agradecimento aos mesários, servidores, forças de segurança e aos eleitores, o ministro reforçou o compromisso da Justiça Eleitoral com a manutenção do processo democrático:
“A eleição não termina quando a votação é encerrada. Ela se completa quando a vontade soberana do eleitorado é conhecida e respeitada. Vamos agora trabalhar para termos um segundo turno com a mesma tranquilidade e normalidade que tivemos neste primeiro turno.”
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