Tarcísio descarta privatização do Metrô e defende concessões da CPTM
Governador do estado descarta a privatização do Metrô, mas acredita que as concessões foram necessárias
2026|Do R7
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O governador de São Paulo e candidato à reeleição, Tarcísio de Freitas (Republicanos), descartou nesta quarta-feira (26) a possibilidade de privatizar os serviços de Metrô da cidade de São Paulo, se for reeleito.
“Não, não vai ser privatizado.”, disse Tarcísio na sabatina da Veja TV, quando questionado sobre as privatizações que aconteceram em seu governo.
O governador disse ainda que as privatizações não são feitas “por fazer”, mas para alcançar melhorias na qualidade dos serviços prestados à população. Como exemplo, citou a Linha 3-Vermelha do Metrô, que permanece sob gestão pública e, segundo ele, foi a que mais apresentou falhas no primeiro semestre deste ano.
“A gente não faz privatização por fazer. A gente faz para chegar a um objetivo, para tentar melhorar um serviço”, declarou.
Tarcísio atribuiu os problemas da Linha 3 à alta demanda. Segundo ele, o ramal transporta mais de um milhão de passageiros por dia, volume considerado incomum em sistemas metroviários ao redor do mundo.
Ao defender as concessões das linhas 11, 12 e 13 da CPTM, ele afirmou que a estatal enfrenta dificuldades para investir em modernização da infraestrutura, já que grande parte da receita é destinada ao pagamento de pessoal. De acordo com ele, os contratos preveem cerca de R$ 14 bilhões em investimentos para recuperação de trilhos, sistemas elétricos, sinalização e estações, além da redução do intervalo entre trens.
A declaração ocorre em meio aos debates sobre o futuro da mobilidade sobre trilhos em São Paulo, tema que tem sido alvo de críticas da oposição e de questionamentos de sindicatos ligados ao setor.
O governo seguiu a discussão para falar da privatização da Sabesp e que, segundo ele, a privatização da Sabesp foi necessária pelo pouco de água que era tratada.
“Vamos lembrar que, em São Paulo, a cidade de Guarulhos, até bem pouco tempo atrás, tratava dois por cento do esgoto. Você pegar Cajamar, Franco da Rocha, Francisco Morato, cidades importantes da nossa região metropolitana, tratavam zero”, disse o candidato. “Guarulhos, que tratava 2%, está tratando 45%, vai chegar no final desse ano tratando 78%”, acrescentou.
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