Tarcísio projeta novo centro de inteligência integrada para a segurança pública em São Paulo
Governador candidato à reeleição no estado também cobrou o Senado e o STF por explicações sobre crise no Judiciário
2026|Do R7
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O governador de São Paulo e candidato à reeleição, Tarcísio de Freitas (Republicanos), apresentou nesta terça-feira (8) detalhes da proposta de criação do Centro de Inteligência e Inovação em Segurança Pública, iniciativa que pretende integrar informações de órgãos públicos, concessionárias e sistemas de monitoramento para prever e conter ações criminosas por meio de inteligência artificial.
O anúncio foi feito durante visita à sede do Smart Sampa, no centro da capital paulista, ao lado do prefeito Ricardo Nunes (MDB). Segundo Tarcísio, o novo centro reunirá dados do programa municipal Smart Sampa e do sistema estadual Muralha Paulista, além de informações de concessionárias como Sabesp, Enel e Comgás, e de órgãos como CPTM, Metrô, CET, SAMU, Polícia Militar, Polícia Civil e guardas municipais.
“A gente vai agregar as informações dos vários sensores que estão instalados, tanto da iniciativa privada quanto do próprio estado e da prefeitura, para que a gente use a inteligência artificial para se antecipar, ou para prever o comportamento criminoso a partir de determinados padrões, ou para conter a mobilidade criminal”, afirmou.
Segundo o governador, São Paulo possui atualmente mais de 125 mil sensores em operação, e esse número deve chegar a 160 mil até o fim de 2027. Tarcísio disse ainda que uma nova contratação deve acrescentar outros 20 mil equipamentos apenas na capital.
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As câmeras utilizadas pelos sistemas contam com recursos de reconhecimento facial e leitura de placas de veículos. Segundo o governador, as ferramentas também utilizam inteligência artificial para cruzar informações, identificar suspeitos e monitorar possíveis rotas de fuga com base nas características descritas em registros policiais.
A proposta faz parte das medidas apresentadas por Tarcísio para a área de segurança pública durante a campanha pela reeleição ao governo paulista.
Crise no STF
O governador e candidato voltou a falar sobre a crise no STF, mas com um tom mais ameno que o de ontem, quando participou da manifestação de 7 de setembro do candidato à presidência Flávio Bolsonaro (PL).
Quando perguntado sobre o assunto, Tarcísio falou que, ainda que seus aliados tenham defendido o impeachment de Alexandre de Moraes, para ele, tudo o que foi revelado é grave e precisa de uma resposta institucional.
“Porque a gente não pode ultrapassar as barreiras daquilo que é legal. A gente não pode romper as barreiras do Estado Democrático de Direito. Então acho que a gente está cobrando que aquilo que é correto seja feito. Se existem dúvidas com relação à compatibilidade das condutas com o exercício da magistratura, essas dúvidas precisam ser sanadas.”
O governador também cobrou o senador para agir sobre o caso e disse que esse é o dever do órgão.
“O Senado tem o dever de agir, tem o dever de fiscalizar. Porque, se o Senado não atua, o sistema de freios e contrapesos ruirá e vai ruir da pior forma, a pior ruína que é a ruína da omissão. Então a gente tem que cobrar também que o Senado exerça o seu papel.”
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