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Flávio Bolsonaro reúne Tarcísio, Malafaia e Nikolas em ato na Paulista contra Alexandre de Moraes

Em tarde fria em SP, a ausência sentida foi de Michele Bolsonaro, que teria ficado em casa cuidando do marido

2026|Do R7

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Flávio Bolsonaro realizou um ato na Avenida Paulista criticando Alexandre de Moraes e chamando por seu impeachment.
  • O evento contou com a presença de figuras como Tarcísio de Freitas, Silas Malafaia, e Nikolas Ferreira, mas teve a ausência de Michelle Bolsonaro.
  • Flávio comparou o processo do 8 de janeiro a uma "segunda facada" e prometeu indicar novos ministros ao STF caso eleito.
  • Tarcísio de Freitas pediu que o STF apure as revelações envolvendo Moraes e Daniel Vorcaro, enquanto Malafaia criticou as ações judiciais contra ele.

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Ato no 7 de Setembro de Flávio Bolsonaro Thiago Nolasco

O candidato à presidência Flávio Bolsonaro (PL) realizou nesta segunda-feira (7), Dia da Independência, um ato em tarde fria na Avenida Paulista. O evento foi marcado pela ausência de pautas eleitorais, apesar da presença de diversos candidatos, e com discursos centrados em críticas e pedidos de impeachment do ministro do STF Alexandre de Moraes, implicado no caso de Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master.

Diferentemente dos atos realizados em agosto, no Rio de Janeiro, como o que marcou o lançamento da candidatura na praia de Copacabana, Flávio Bolsonaro conseguiu reunir nomes de sustentação do bolsonarismo, como o governador e candidato à reeleição Tarcísio de Freitas (Republicanos), o pastor Silas Malafaia, o deputado federal e candidato à reeleição Nikolas Ferreira (PL) e o prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB).


A exceção ficou por conta da candidata ao Senado pelo Distrito Federal, Michelle Bolsonaro, que novamente se ausentou de um evento público ao lado do enteado Flávio Bolsonaro, o “Filho 01” do marido, com quem protagonizou uma discussão pública antes do início da campanha.

Bia Kicis (PL), também candidata a senadora no DF, justificou a ausência de Michelle dizendo que ela precisava cuidar do ex-presidente Jair Bolsonaro, que está em prisão domiciliar por tentativa de golpe de Estado e enfrenta problemas de saúde.


Facada

Flávio foi apresentado ao público por sua mulher, Fernanda Bolsonaro, e iniciou o discurso relembrando o atentado a faca sofrido pelo pai em Juiz de Fora, em 2018. Ele classificou o processo do 8 de janeiro, que levou à prisão do pai e de outros apoiadores, como uma “farsa”, uma “segunda facada”.

O candidato disse acreditar, por “providência divina”, ter recebido do pai a missão de dar continuidade a seu projeto político, e afirmou fazer campanha com colete à prova de balas por temer a esquerda política.


Flávio dedicou parte considerável do discurso a ataques ao presidente Lula e ao ministro Alexandre de Moraes, citado ao menos 12 vezes ao longo da fala. “Quem vota em Lula está votando em Alexandre de Moraes”, disse, prometendo indicar cinco novos ministros ao STF caso eleito, “porque Alexandre de Moraes vai sair”.

Segundo ele, os indicados seriam “homens e mulheres que sejam contra o aborto, que sejam contra as drogas, que sejam contra ideologia de gênero nas escolas”.


Numa das partes mais duras do discurso, que marca uma forte radicalização da campanha a menos de 30 dias das eleições, Flávio Bolsonaro comparou Moraes a uma “laranja podre” que não poderia “contaminar toda a Corte”.

Tarcísio

O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), também defendeu, em seu discurso, que o Supremo Tribunal Federal apure as revelações envolvendo Moraes e Vorcaro. Para ele, a Corte precisa dar uma resposta institucional ao caso.

“Está na hora do tribunal não se dividir para se defender. Se unir para apurar, para dar a resposta que a sociedade precisa. E aqui, nós estamos orando para aqueles magistrados que pensam no Brasil, para que eles façam a coisa correta. A gente precisa relembrar de uma máxima. E a máxima é a seguinte: ninguém, absolutamente ninguém, está acima da lei”, disse o governador.

Antes do discurso do governador, o pastor Silas Malafaia subiu ao palco dizendo que não vinha “caluniar” nem “difamar”, mas mostrar “luz” sobre o que classificou como perseguição da Justiça.

Ele relembrou que, em agosto do ano passado, teve o passaporte cancelado e o celular apreendido por ordem de Alexandre de Moraes, medida que a Polícia Federal justificou à época como parte da investigação da chamada trama golpista, apontando Malafaia como suposto orientador de estratégias de coação contra ministros da Corte. Desde então, segundo ele, está proibido de deixar o país e de se comunicar com Jair Bolsonaro.

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