Zema diz que democracia está ‘ameaçada’ e cobra afastamento de envolvidos no caso Master
Candidato do Novo voltou a criticar ministros do STF e o diretor-geral da Polícia Federal
2026|Vinícius Rangel, da RECORD
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Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

O candidato do Novo à Presidência da República, Romeu Zema, afirmou nesta terça-feira (8) que a democracia brasileira está “ameaçada” diante dos desdobramentos do caso Banco Master. O presidenciável defendeu que pessoas eventualmente envolvidas nas investigações sejam afastadas das apurações para garantir a isenção dos trabalhos.
Zema voltou a criticar o diretor-geral da Polícia Federal e questionou a participação dele nas investigações após um encontro com o empresário Daniel Vorcaro: “Para mim, o que mais abala a democracia é tudo que nós estamos assistindo nos últimos meses”, afirmou.
O candidato defendeu uma revisão da atuação de ministros do Supremo Tribunal Federal. Segundo Zema, integrantes da Corte que tenham cometido irregularidades devem ser investigados e, se houver comprovação de crimes, responsabilizados: “Lá no Supremo a gente precisa de uma limpeza.”
Apoio a Mendonça
Apesar das críticas ao STF, Zema fez uma distinção ao comentar a atuação do ministro André Mendonça. O candidato afirmou considerar o magistrado diferente de outros integrantes da Corte e disse não ver excesso na condução das investigações: “Quem escuta ele, quem vê ele agir, vê que ele é um ministro ponderado.”
Na avaliação de Zema, investigar autoridades não é um problema e os trabalhos devem avançar independentemente de quem possa ser atingido. “Investigue a minha vida, vá lá e veja se tem alguma coisa errada.”
O vice de Zema, Eduardo Girão, também participou da entrevista e declarou apoio a Mendonça. Girão afirmou que o ministro estaria revelando irregularidades envolvendo integrantes de diferentes poderes e disse que haveria uma movimentação para retirá-lo das investigações.
Desempenho nas pesquisas
Questionado sobre o desempenho nas pesquisas eleitorais, Zema afirmou que não pretende alterar a estratégia de campanha. O candidato disse que continuará viajando pelo país e voltou a citar sua experiência na eleição de 2018, quando, segundo ele, também apresentava baixos índices de intenção de voto antes da reta final.
Zema atribuiu a baixa atenção do eleitorado à preocupação com as contas pessoais e com o endividamento. “O brasileiro hoje está muito focado, muito preocupado, com o quê? Em pagar as contas.”
O presidenciável afirmou ainda que os eleitores deverão definir suas escolhas mais perto da votação e criticou políticos que, segundo ele, estariam interessados em permanecer no poder para continuar recebendo recursos públicos.
Rádio, TV e Inteligência Artificial
Durante a agenda, Zema se reuniu com representantes do setor de radiodifusão e comunicação. O candidato prometeu manter, em eventual governo federal, critérios técnicos para a distribuição de verbas publicitárias. Ele citou a experiência durante sua gestão em Minas Gerais e afirmou que não houve perseguição a veículos de comunicação.
Zema também garantiu que o avanço da inteligência artificial seja acompanhado de regras para remunerar empresas de comunicação pelo conteúdo utilizado pelas novas tecnologias: “Se a mídia tem todo o trabalho de gerar esse conteúdo e a inteligência artificial faz uma varredura, que seja estudada uma maneira de compensar, de se remunerar esse trabalho.”
Segundo o candidato, sem uma regulamentação, haveria risco de a tecnologia utilizar conteúdo jornalístico sem garantir direitos aos produtores.
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