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Zema diz que gastos do governo e juros altos pressionam preços e promete mudança

Candidato do Novo visitou feira em São Paulo e afirmou que governo precisa cortar despesas sem afetar população de baixa renda

2026|Vinícius Rangel, do R7

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • ACM Neto propõe o programa "PIX Saúde" para contratar serviços de saúde na rede privada ou filantrópica quando o SUS não atender no prazo.
  • O programa será implantado gradualmente, priorizando especialidades com maiores filas, como cirurgias eletivas, oncologia ambulatorial e ortopedia.
  • Não há estimativa de custos ou prazo máximo de espera definido, mas o programa terá um teto anual de recursos na Lei Orçamentária.
  • Os resultados e contratos serão divulgados no Portal da Transparência, e o programa faz parte do "Vida no Tempo Certo", que inclui outras medidas para a saúde.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Romeu Zema, candidato do partido Novo à Presidência, conversa com a população em feira livre na zona leste de São Paulo Divulgação

O ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema visitou nesta quarta-feira (19) uma feira livre em Guaianases, na zona leste de São Paulo, para conversar com consumidores e comerciantes sobre a alta dos preços dos alimentos.

O candidato do Partido Novo à Presidência da República atribuiu a dificuldade para fechar o orçamento ao aumento do custo de vida e defendeu redução dos gastos públicos como caminho para controlar a inflação.


Zema afirmou que os consumidores estão levando menos produtos para casa e citou relatos de donas de casa que, segundo ele, têm buscado promoções e produtos vendidos no fim da feira para economizar.

“O Brasil é hoje o país em que os políticos estão cada vez mais ricos e o povo cada vez mais pobre. Dá para ver pelo preço aqui que as donas de casa me mostraram. O que era algum tempo atrás, o que é hoje. As pessoas saem com uma sacola cada vez menor da feira”, disse.


Segundo o candidato, o aumento dos gastos públicos pressiona a inflação e os juros. “Enquanto essa situação não for solucionada, a vida do brasileiro não melhora, porque isso provoca carestia, inflação, juros altos, e nenhum país do mundo deu certo com gastança”, declarou.

Cortes e programas sociais

Questionado sobre como pretende reduzir despesas sem prejudicar quem depende de benefícios sociais, Zema afirmou que os cortes devem atingir a estrutura do governo. “Nós vamos fazer os cortes onde não afeta as pessoas humildes”, disse.


O candidato citou como exemplo uma reforma administrativa, com mudanças nas regras de progressão no serviço público. Também defendeu uma nova reforma da Previdência, privatizações e alterações nos programas sociais para combater o que chamou de fraudes.

Zema afirmou que a redução dos gastos permitiria direcionar mais recursos para a população de baixa renda. “Na hora que fizer isso, dá para aplicar mais dinheiro em quem precisa, com a queda da taxa de juros”, ponderou.


Promessa de reduzir juros

Durante a entrevista, Zema voltou a prometer uma redução da taxa básica de juros. Segundo o candidato, a Selic, atualmente em 14%, poderia chegar a 6% em um eventual governo. “Com o governo responsável, esses juros caem para 6%. Só daí vem uma economia de R$ 800 bilhões por ano”, garantiu.

Zema relacionou a queda dos juros à redução do custo de financiamentos para consumidores e empresas. Para ele, o impacto poderia chegar ao preço final dos produtos.

Custo de produção

Ao falar sobre a inflação dos alimentos, o candidato também citou fatores que, segundo ele, encarecem a produção e o transporte. O ex-governador de Minas Gerais mencionou os juros cobrados no financiamento de máquinas agrícolas, os encargos trabalhistas, a complexidade do sistema tributário e as dificuldades de infraestrutura. “É custo em cima de custo”, afirmou.

Zema usou como exemplo o transporte de produtos agrícolas de Minas Gerais para São Paulo. “A batata que é produzida lá no Triângulo Mineiro, para chegar aqui, muitas vezes vai ter um frete muito mais caro do que em outros países, devido às estradas que não são boas, devido a não termos ferrovias aqui”, disse.

Para o candidato, a combinação desses fatores reduz a competitividade dos produtores e aumenta o preço pago pelo consumidor.

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