Zema promete tarifa mínima para motoboys e defende alternativa à CLT
Em São Paulo, candidato do Novo afirmou que aplicativos devem oferecer seguro e criticou legislação trabalhista
2026|Vinícius Rangel, da RECORD
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O candidato do Partido Novo à Presidência da República, Romeu Zema, defendeu nesta quinta-feira (20) mudanças nas regras para trabalhadores de aplicativos e prometeu, caso seja eleito, criar uma tarifa mínima para as corridas de motoboys. A declaração foi dada em São Paulo, durante encontro com profissionais da categoria.
Segundo Zema, os aplicativos deveriam estabelecer uma remuneração mínima para os entregadores. O candidato não informou qual seria o valor nem apresentou detalhes sobre os critérios para definir a tarifa. “O motoboy foi chamado para fazer uma corrida, eu quero que ele receba X reais”, disse.
Zema também defendeu que as plataformas de aplicativos apresentem propostas de seguro de vida e seguro-saúde para os profissionais, especialmente em casos de acidentes durante o trabalho. “Na minha opinião, deveríamos exigir das empresas que apresentem uma proposta de seguro de vida, de seguro saúde, caso algum deles, como eu vi ontem, num local que eu fui, se acidente, precise de um tratamento”, afirmou.
Ele também citou a possibilidade de admitir os entregadores como MEI (Microempreendedor Individual), como alternativa para ampliar a proteção previdenciária dos trabalhadores. Segundo ele, um profissional formalizado como MEI poderia ter acesso a auxílio em caso de afastamento provocado por acidente.
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Alternativa à CLT
Durante o encontro com a categoria, o candidato voltou a defender uma mudança na legislação trabalhista para permitir modelos de contratação diferentes da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT). Zema afirmou que pretende criar uma opção para trabalhadores que desejam prestar serviços por períodos menores ou complementar a renda. “Eu quero ter uma alternativa à CLT. [...] As pessoas terem esse tipo de opção.”, defendeu.
Na avaliação do candidato, a legislação atual não acompanha as transformações do mercado de trabalho. “Nós hoje, no Brasil, estamos incentivando a informalidade”, ponderou.
O ex-governador de Minas Gerais citou ainda a possibilidade de trabalho por hora e afirmou que estudantes poderiam utilizar esse modelo para obter uma renda extra.
Negociação entre aplicativos e trabalhadores
O candidato também defendeu que as condições de trabalho sejam discutidas diretamente entre as empresas e os prestadores de serviço, com participação do Estado na definição de regras, mas sem assumir a negociação. “O Estado tem de exigir e não executar, porque, quando ele executa, nunca fica bom.”
Para Zema, as empresas deveriam sentar à mesa com representantes dos trabalhadores para estabelecer as condições da prestação do serviço. Ele afirmou que os profissionais precisam ter seus direitos assegurados, mas criticou uma regulamentação que, segundo ele, seja imposta sem considerar a realidade de cada categoria.
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