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Zema propõe novo pacto federativo e fim da dependência de emendas parlamentares

Propostas foram apresentadas durante visita a um hospital no interior de Minas Gerais

2026|Vinícius Rangel, da RECORD

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Romeu Zema propõe um novo pacto federativo para aumentar a autonomia financeira dos municípios e reduzir a dependência de emendas parlamentares.
  • Zema critica o atual sistema que pressiona prefeitos a buscar recursos de deputados e senadores, promovendo uma relação política de chantagem.
  • Ele enfatiza a importância de fortalecer a atenção básica à saúde, construindo hospitais regionais e Unidades Básicas de Saúde para facilitar o acesso aos serviços.
  • Zema defende a privatização de empresas estatais para investir em infraestrutura, como a duplicação de rodovias federais, visando o desenvolvimento econômico.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Zema visitou um hospital no interior de Minas Gerais Estevão Deboni/Divulgação

O ex-governador de Minas Gerais e candidato à Presidência da República, Romeu Zema (Novo), defendeu nesta quarta-feira (26) um novo pacto federativo como uma das principais mudanças que pretende implementar caso seja eleito. A proposta é ampliar a parcela dos recursos públicos que chega diretamente aos municípios e reduzir a dependência de prefeitos em relação a deputados e senadores para conseguir verbas.

As declarações foram dadas durante visita ao hospital regional de Teófilo Otoni, no Noroeste Mineiro. Zema afirmou que o atual modelo faz com que prefeitos precisem recorrer constantemente ao governo federal e ao Congresso em busca de recursos. Na avaliação dele, essa dependência abre espaço para pressão política, especialmente durante períodos eleitorais.


“Hoje o problema que nós enfrentamos no Brasil é que o prefeito fica a vida toda com pires na mão, pedindo dinheiro. O certo era o dinheiro ir automaticamente”, afirmou.

Segundo o candidato, o sistema atual permite que parlamentares condicionem a liberação de recursos a apoio político.


“O que tem de prefeito sendo pressionado, chantageado, numa época eleitoral, por deputados, por senadores: ‘aí eu te mando o dinheiro, mas você tem de me apoiar’”, disse.

Zema defendeu uma relação mais independente entre União, estados e municípios e afirmou que pretende acabar com esse tipo de negociação política. “O que eu quero é uma política mais independente, em que a gente elimine esse tipo de chantagem, de pressão, que muitas vezes só ajuda quem fica fazendo politicagem, e não quem tem uma boa gestão ou paga impostos”, declarou.


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Mais recursos para a saúde

Ao falar sobre saúde, o governador afirmou que, se chegar à Presidência, pretende ampliar os recursos destinados aos municípios. Para ele, a prioridade seria fortalecer a atenção básica e ampliar a oferta de serviços de saúde mais próxima da população.

“A prioridade é o atendimento primário. Foi o que nós fizemos aqui em Minas”, afirmou.


Zema citou a construção de hospitais regionais e a entrega de Unidades Básicas de Saúde durante sua gestão. Segundo ele, o objetivo foi reduzir a necessidade de moradores do interior viajarem longas distâncias para conseguir consultas, exames e cirurgias.

“O que eu fiz em Minas foi acabar com esses vazios, com esses desertos que não tinham nenhuma assistência”, disse.

O governador também afirmou que o fortalecimento das UBSs poderia evitar o agravamento de doenças e reduzir a pressão sobre hospitais.

Privatizações para financiar a infraestrutura

Outro ponto defendido por Zema durante a entrevista foi a privatização de empresas estatais. O pré-candidato afirmou que pretende utilizar recursos obtidos com a venda de empresas que, segundo ele, não prestam serviços essenciais diretamente à população, para investir em infraestrutura.

“É privatizar as empresas, que não geram benefício direto nenhum aos brasileiros, e usar esses recursos para colocar essa infraestrutura de pé”, afirmou.

Entre as prioridades citadas estão a recuperação e duplicação de rodovias federais. O candidato criticou a situação das estradas federais em Minas Gerais e citou a BR-262, que liga Belo Horizonte ao Triângulo Mineiro, como exemplo. Segundo ele, a rodovia deveria ter sido duplicada há pelo menos uma década “Estradas boas, estradas duplicadas. Isso, sim, vai gerar desenvolvimento econômico, vai reduzir os acidentes nas estradas, vai melhorar a vida do brasileiro”, afirmou.

O governador também criticou o uso político de empresas públicas e citou o BRB (Banco de Brasília) ao defender uma participação menor do Estado na atividade empresarial.

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