Logo R7.com
RecordPlus
Notícias R7 – Brasil, mundo, saúde, política, empregos e mais

A 100 dias das eleições, presidenciáveis se preparam para convenções partidárias

Articulações entre 20 de julho e 5 de agosto vão definir vices, alianças regionais e a demonstração de força dos presidenciáveis

Eleições|Luiza Marinho*, do R7, em Brasília

  • Google News

LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Convenções partidárias entre 20 de julho e 5 de agosto são cruciais para definir candidaturas, vices e alianças.
  • Lula busca demonstrar governabilidade e reduzir rejeição, focando em estabilidade fiscal e política.
  • Flávio Bolsonaro pretende construir identidade própria e ampliar presença urbana, equilibrando discurso conservador e moderado.
  • Romeu Zema e Ronaldo Caiado buscam expandir popularidade regional para o cenário nacional, cada um com estratégias distintas.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Primeiro turno das eleições acontece em outubro Montagem: Ricardo Stuckert/PR - 17.06.2026, Geraldo Magela/Agência Senado - 28.04.2026, Marcelo Camargo/Agência Brasil - Arquivo e Gabriel Pinheiro/CNI - 22.06.2026

Faltando menos de 100 dias para o primeiro turno das eleições presidenciais, marcado para outubro, os principais pré-candidatos entram em uma das fases mais estratégicas da disputa: o período das convenções partidárias, quando serão oficializadas as candidaturas, definidas as chapas e consolidadas alianças estaduais e nacionais.

As convenções, previstas para ocorrer entre 20 de julho e 5 de agosto, representam o último grande momento de articulação política antes do início oficial da campanha nas ruas e do horário eleitoral no rádio e na televisão.


Para cientistas políticos ouvidos pelo R7, além da escolha dos candidatos a vice-presidente, o período também será decisivo para a formação de palanques regionais e para a demonstração de força política das campanhas.

A seguir, veja quais estratégias os principais presidenciáveis devem usar durante esse período:


Lula

Para o diretor da consultoria Dominium, Leandro Gabiati, o principal desafio do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) será transformar as convenções em uma demonstração de governabilidade e estabilidade política.

“O presidente enfrenta um eleitorado dividido entre aprovação de programas sociais e insatisfação com o custo de vida. Há a necessidade de mostrar força e projetar governabilidade para um eventual segundo mandato”, afirma.


Leia Mais

Já na avaliação do especialista Márcio Coimbra, a estratégia também passa pela redução da rejeição.

“Para melhorar sua aceitação entre o eleitorado moderado e de centro, o atual presidente deve usar o período das convenções para consolidar uma chapa e uma base de apoio que reforcem o compromisso com a estabilidade fiscal e o equilíbrio político, evitando acenos excessivos à ala mais ideológica de seu partido”, acredita.


Flávio

Do lado da oposição, o principal desafio é transformar pré-candidaturas em projetos eleitorais competitivos.

Para Flávio Bolsonaro (PL), o objetivo é construir uma identidade própria sem depender exclusivamente do capital político associado ao sobrenome da família.

A convenção do PL, prevista para 25 de julho, deverá servir para demonstrar musculatura política e ampliar a presença da candidatura nos grandes centros urbanos.

“Flávio Bolsonaro enfrenta o desafio de transformar a herança do bolsonarismo em candidatura própria, sem depender apenas da transferência de voto do pai”, avalia Gabiati.

O senador também precisará equilibrar o discurso voltado ao eleitorado conservador com sinais de moderação capazes de ampliar sua aceitação entre eleitores de centro. “Sua estratégia nesta reta final deve se concentrar na escolha cirúrgica de um candidato a vice com forte apelo de gestão ou bom trânsito no centro político, sinalizando maturidade institucional para além da tradicional retórica de oposição legislativa”, analisa Márcio.

Zema

O ex-governador mineiro Romeu Zema (Novo) aparece como um dos nomes com maior potencial de crescimento, impulsionado pelos índices relativamente baixos de rejeição.

É consenso entre os especialistas que o desafio de Zema é transformar a popularidade em Minas Gerais em intenções de voto em outras regiões do país e demonstrar viabilidade eleitoral diante da fragmentação da direita.

“O político mineiro deve pautar seu discurso na austeridade, na eficiência de gestão e no liberalismo econômico prático, tentando atrair o eleitor de centro-direita que busca uma alternativa técnica e focada em resultados”, afirma Coimbra.

Caiado

E, por fim, Ronaldo Caiado, que aposta na consolidação de uma alternativa de centro-direita fora da polarização tradicional.

Para Leandro Gabiati, Caiado precisa definir com clareza qual eleitorado pretende disputar. “Se ele se posicionar como uma terceira via de direita moderada, corre o risco de ser comprimido entre Flávio e Zema”, pontua.

O governador de Goiás busca nacionalizar os resultados obtidos em sua gestão estadual, especialmente nas áreas de segurança pública e administração.

“Ele precisa intensificar pontes com o PIB agropecuário e industrial e atrair partidos de centro que buscam uma alternativa competitiva, apresentando-se como uma opção de direita firme e experiente, capaz de dialogar sem os ruídos da militância radical”, finaliza Coimbra.

*Estagiária do R7, sob supervisão de Augusto Fernandes, editor-chefe.

Search Box

Fique por dentro das principais notícias do dia no Brasil e no mundo. Siga o canal do R7, o portal de notícias da RECORD, no WhatsApp

Últimas


Utilizamos cookies e tecnologia para aprimorar sua experiência de navegação de acordo com oAviso de Privacidade.