O que se sabe até agora sobre a fraude na filiação de Flávio Bolsonaro
Presidente do TSE, ministro Nunes Marques, restabeleceu o vínculo de Flávio com PL desde 2021
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O senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) enfrentou um problema para registrar sua candidatura. O sistema do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) mostrou que ele estava filiado ao partido Missão, e não ao PL, o que travou o processo de registro.
Durante a quinta-feira (13), o TSE divulgou nota esclarecendo que a alteração no cadastro não foi fruto de invasão hacker nem falha de segurança nos sistemas da Justiça Eleitoral.
Segundo o TSE, a filiação ocorreu pelo uso indevido do sistema FILIA por alguém que possuía as credenciais oficiais (login e senha) do próprio Partido Missão para efetuar cadastros.
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O Partido Missão negou qualquer intenção de filiar o parlamentar e afirmou que também foi vítima da fraude.
A defesa e a equipe de campanha de Flávio alegaram que foram surpreendidas pela mudança de dados poucas horas antes de finalizar a submissão dos documentos de candidatura no sistema Candex. Em publicação nas redes sociais, Flávio atribuiu a manobra a uma tentativa de inviabilizar sua disputa nas eleições de 2026.
Durante a tarde, o presidente do tribunal, ministro Nunes Marques, restabeleceu o vínculo de Flávio com o Partido Liberal (PL) desde 2021 e liberou o sistema para a inscrição do candidato.
Nunes Marques acionou a Polícia Federal para a instauração de inquérito policial e enviou o caso para a PGE (Procuradoria-Geral Eleitoral) para apurar crimes eleitorais e falsidade ideológica.
A Secretaria de TI do TSE foi orientada a isolar e preservar todos os registros digitais de acesso para que os peritos da PF identifiquem a origem e o autor do cadastro.
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