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‘A gente não consegue formar doutores se não tem educação de base’, diz jovem pesquisadora

Em entrevista ao R7, doutoranda Giovana Branco fala sobre carreira acadêmica e realidade da pesquisa no Brasil

Entrevista|Isadora Mangueira*, do R7

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Giovana Branco, aos 27 anos, estuda a identidade russa na era Putin, com previsão de concluir seu doutorado em ciência política pela USP.
  • Ela destaca a falta de incentivo à pesquisa no Brasil e problemas estruturais na educação, que dificultam a formação de doutores.
  • A jovem pesquisadora utiliza redes sociais para desmistificar a vida acadêmica e engajar novos estudantes no campo da pesquisa.
  • Giovana compara a academia brasileira com a russa, apontando que no Brasil há um descolamento entre pesquisa e aplicação prática nas políticas públicas.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Jovem especialista em política russa acredita que educação no Brasil precisa de mais incentivo Divulgação/Instagram

Na contramão de muitos jovens de sua idade, que buscam a estabilidade de um emprego seguro, Giovana Branco, de 27 anos, escolheu seguir um caminho diferente: ela se dedica integralmente ao estudo da identidade russa na ‘era Putin. Nascida e criada em São Paulo, seu interesse pela cultura e política de um país do outro lado do mundo nasceu de uma paixão de infância — a animação Anastácia.

A pesquisadora, que é presença constante na RECORD NEWS quando o assunto é política internacional, está a dois anos de concluir seu doutorado em ciência política pela USP. Isso significa que ela deve conquistar o mais alto nível de formação acadêmica quase uma década antes da média brasileira, que é aos 37 anos.


Além da falta de incentivo, a jovem que sonha em ser professora avalia que o desinteresse pela docência e pela pesquisa entre os mais novos vem de problemas estruturais na educação do Brasil. Os estudiosos que concluem o doutorado no país representam uma pequena fatia da nossa sociedade: apenas 0,2% da população, segundo dados da Capes (Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior).

A gente não consegue formar doutores se a gente não tem educação de base, e a verdade é que a gente está observando um problema estrutural na nossa educação.

(Giovana Branco)

No último sábado (24), foi celebrado o Dia Internacional da Educação, mas não há muito o que comemorar já que, apesar da evolução na última década, o Brasil ainda ocupa posições baixas em rankings que avaliam o desempenho escolar, como o Pisa (Programa Internacional de Avaliação de Estudantes).


A situação não é muito mais animadora no ensino superior: o Congresso Nacional aprovou um corte de quase R$ 500 milhões no orçamento das universidades federais para 2026, que precisou ser recomposto pelo governo federal. Isso em um país que, de acordo com relatório da editora Elsevier e da agência Bori, ocupa o 14º lugar no mundo em volume de produções científicas, mas que possui uma citação por artigo abaixo da média global — o que sinaliza um impacto aquém das demandas da população.

Giovana faz um paralelo entre a academia brasileira e a russa, cujo funcionamento viu de perto durante um intercâmbio de seis semanas no segundo semestre de 2025. Ela fala de maiores investimentos e uma integração mais significativa entre pesquisa e prática.


Tudo que é produzido no meio acadêmico [russo] acaba sendo utilizado pelo Ministério de Relações Exteriores, e isso não acontece aqui no Brasil.

(Giovana Branco)

Na visão da jovem doutoranda, muitos brasileiros sequer entendem do que se trata o trabalho de um pesquisador. Na contramão do senso comum, Giovana utiliza as redes sociais para compartilhar seus estudos e desmistificar a vida que leva. Naturalmente introvertida, por um acaso ela encontrou na comunicação uma forma de difundir a relevância do seu trabalho.

Confira a entrevista completa:

R7 - Hoje em dia a gente não vê mais tanto interesse pela carreira acadêmica, especialmente entre os mais jovens. O que te atraiu para esse mundo?


Giovana Branco - Acho que foram duas coisas. Uma delas foi a minha experiência na escola. Eu já tive professores excelentes e isso fez com que eu me encantasse pela profissão do professor. A gente tem tido muitos problemas na escola e isso faz com que os alunos não queiram mais olhar para essa profissão com tanta admiração.

E depois, na universidade, já tendo escolhido relações internacionais, eu tive a oportunidade de fato de estar na sala de aula como professora. Ali eu me apaixonei também pelo processo da pesquisa. Para mim, foram essas experiências, tanto de olhar grandes professores como depois de estar no lugar deles.

Sonho da doutoranda de 27 anos é se tornar professora Divulgação/Instagram

R7 - Teve algum momento em que você olhou e viu, “nossa, é isso que eu quero fazer para o resto da minha vida”? Ou foi gradual?

Giovana - Eu já entrei no curso com essa ideia, porque eu vinha da escola e eu já queria ser professora. Mas, durante a graduação, a minha estratégia foi fazer estágios em áreas completamente diferentes, porque eu queria ter um pouco da experiência de cada área.

E um dos meus estágios foi justamente dando aula de relações internacionais para alunos do ensino médio. Foi nesse momento que eu tive certeza que era o que eu queria fazer.

R7 - E como funciona o dia a dia de uma doutoranda?

Giovana - O dia a dia é bastante pesquisa mesmo. No fundo, o doutorado serve para quem quer fazer pesquisa. É diferente do mestrado, que pode ainda ter algum tipo de abertura para outra área. No caso do doutorado, a gente tem um período de aulas obrigatórias, mas depois disso a gente está completamente imerso na pesquisa, que é o meu caso agora.

Eu tenho especialização em política russa e é isso que eu vou fazendo. Eu tenho que escrever a minha tese, mas só isso não é suficiente. Então a gente fica escrevendo artigos, participando de congressos, dando aulas, fazendo cursos, tudo para realmente integrar a nossa pesquisa.

R7 - Quanto tempo esse processo te toma?

Giovana - Toma todo o tempo do meu dia. Daria para fazer outro trabalho, a verdade é essa. E tem muitos colegas que trabalham e também fazem doutorado, mas, na minha opinião, fazer uma pesquisa com o foco de realmente seguir essa carreira… você não consegue fazer os dois.

Eu estava dando aula como assistente na Fundação Getúlio Vargas até o ano passado, mas eu escolhi me dedicar só à pesquisa agora, até porque eu fui para a Rússia recentemente, então tive outras experiências que não daria para dar aula. Eu fiz um intercâmbio e eu também participei de um congresso.

Você precisa realmente ter uma dedicação total, mas com o atual cenário de corte de bolsas e uma série de problemas de financiamento, muita gente não consegue fazer isso e ter uma dedicação integral. E isso prejudica muito o cenário científico no Brasil.

R7 - Quais foram os maiores desafios que você enfrentou no ambiente acadêmico?

Giovana - Hoje, eu percebo uma dificuldade muito maior sobre ser mulher neste ambiente acadêmico, e jovem. Como eu trato sobre um assunto de política internacional que é muito securitizado, muitas vezes é visto como um tema militar, eu percebo que existe uma certa dificuldade de inserção.

O que eu percebo muito mais agora do que nas relações internacionais — eu acho que esse tem sido o meu maior desafio ultimamente — é conseguir ser ouvida e trazer uma visão diferente, apesar de ser jovem.

Tem sempre o dia a dia. Esses comentários, estar em aulas de doutorado e alguém perguntar se eu estou procurando uma sala de graduação. Ou, por exemplo, quando eu vou dar palestras ou aulas e as pessoas acham que eu sou assistente de algum professor que vai chegar.

O primeiro momento é sempre de algum estranhamento, estar numa mesa de palestrantes e todos serem homens bem mais velhos do que eu. Depois do primeiro contato, parece que existe uma aceitação maior. Mas a verdade é que a gente sente, sim, essas discrepâncias, esses preconceitos no dia a dia.

R7 - Você acredita que o incentivo à pesquisa científica no Brasil é satisfatório?

Giovana - Bom, a resposta é não. Não é satisfatório. Eu acho que o Brasil ainda tem um grande problema sobre a educação de base, para começar, porque é ali que está realmente a questão. A gente não consegue formar doutores se a gente não tem educação de base. E a verdade é que a gente está observando um problema estrutural na nossa educação.

Quando a gente chega num nível de pós-graduação, a gente tem uma série de alunos com dificuldades muito básicas sobre língua portuguesa, sobre matemática, sobre ensino de outros idiomas.

É muito importante, por exemplo, que um estudante de pós-graduação seja fluente em inglês, mas como a gente vai exigir uma fluência num segundo e num terceiro idioma, se a própria base do português acaba sendo prejudicada?

Sem contar a questão da desigualdade. Alguns alunos têm bolsa, outros alunos não têm, e isso faz com que a dedicação de cada um seja diferente, até por questões materiais. Então, eu diria que o Brasil ainda tem que investir muito na educação e nesse nível mais alto de pesquisa.

R7 - Você compartilhou em suas redes sociais que sofreu com burnout durante a pesquisa. A que você atribui o desenvolvimento da síndrome?

Giovana - Eu tive o burnout bem no momento de transição entre o mestrado e o início do doutorado, e hoje eu vejo que foi muito ligado a uma série de questões, como expectativas que a gente tem sobre como performar o tempo inteiro.

Existe pouquíssimo incentivo à pesquisa, então, enquanto você está com essa cobrança muito grande de fazer algo de valor, de expandir o conhecimento, de entregar algo inédito, ao mesmo tempo você escuta de todas as pessoas ao seu redor que você não tem futuro, que você não tem uma carreira definida. Você não tem incentivo de fato para seguir esse caminho, então você acaba acumulando uma série de frustrações na vida acadêmica.

E eu acho que também tem uma questão da cobrança interna dos próprios núcleos de pesquisa. Do quanto que colocam sobre as alunas, os alunos, uma série de pesos sobre o porquê a gente faz pesquisa acadêmica, como que você se posiciona. Se você se posiciona levemente diferente dos outros isso acarreta um julgamento, uma certa exclusão dos grupos e isso também é um problema muito grande pra saúde mental.

Hoje, eu acho que o que mais me incomoda, no mundo acadêmico no geral, é o quanto a gente normalizou tudo isso. A gente normaliza muito o acadêmico doente, o acadêmico com problemas de saúde mental, o acadêmico que não se cuida, que não liga para a saúde, como se a gente vivesse numa grande bolha e o acadêmico só tivesse que estudar o tempo inteiro, mesmo não tendo os incentivos. Então, é muito contraditório, querem que a gente só faça isso e ao mesmo tempo não nos dão meios.

R7 - Sobre a escolha da Rússia como tema central da sua pesquisa, de onde veio essa identificação?

Giovana - Vem da minha infância. Eu sempre fui apaixonada pela Rússia. Eu não sei dizer o porquê, mas eu tenho isso. Acho que o principal filme que me motivou a despertar esse interesse foi Anastácia, que é uma animação, e já na adolescência foi a literatura russa mais clássica, Tolstoi, Dostoievski.

Na graduação eu ia estudar sobre o Oriente Médio, mas um dos meus professores sabia que eu gostava muito de literatura russa e me indicou a estudar a política russa. Ele comentou comigo: “Oriente Médio todo mundo estuda aqui no Brasil, já tem muita pesquisa, mas sobre Rússia não tem. E você tem uma paixão pela cultura, então vamos olhar a política também”. Foi nesse momento, na metade da minha graduação, que eu comecei a me dedicar integralmente ao estudo da Rússia.

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R7 - Você deve ter tido bastante contato com pesquisadores russos durante o seu intercâmbio. Quais são as diferenças entre a academia russa e a brasileira?

Giovana - É diferente no quesito de investimento. Lá eles investem muito na educação e realmente valorizam a ideia do pesquisador. Existe no campo das relações internacionais uma ligação muito forte entre pesquisa e prática. Então, tudo que é produzido no meio acadêmico, de alguma forma, acaba sendo utilizado pelo Ministério de Relações Exteriores.

E isso não acontece aqui no Brasil, então a gente tem um problema, a meu ver, que é esse descolamento entre a produção de conhecimento na academia e a prática diplomática. A gente não se conversa aqui.

Isso é um problema, porque a gente está produzindo conhecimento de muita qualidade, mas o nosso Ministério é muito fechado a essas novas ideias. Então a gente acaba não vendo as nossas questões sendo aplicadas, e lá, a impressão que eu tenho é que muitas vezes a pesquisa é feita para ser aplicada.

Lá na Rússia tem uma ligação muito forte entre o Ministério de Relações Exteriores, por exemplo, com as universidades que têm cursos de pós-graduação em relações internacionais, que é a minha área. Isso faz com que o Ministério o tempo inteiro peça para os pesquisadores dessas universidades que, por exemplo, escrevam relatórios sobre determinados assuntos, que forneçam ali argumentos e visões acadêmicas sobre acontecimentos do mundo, principalmente quando a gente fala de política internacional.

Então, a gente tem essa demanda muito grande. Obviamente nem sempre o que esses acadêmicos escrevem e se posicionam se torna uma política pública, mas o simples fato de o Ministério das Relações Exteriores russo consultar a todo momento a comunidade acadêmica, já é muito diferente do que a gente tem aqui no Brasil. E eu acho que esse poderia ser um modelo bastante produtivo aqui pra gente, pra não ter justamente esse descolamento.

A gente tem uma série de núcleos de pesquisa que estão formulando o tempo inteiro análises de política externa e de política pública, e a gente tem um governo que é muito isolado, muito sozinho, que não se alimenta realmente do conhecimento nacional.

E eu acho que a gente poderia ter mais portas abertas de consulta acadêmica. Ou, por exemplo, promovendo eventos em que o governo chama esses acadêmicos para debater sobre alguma coisa ou tendo realmente incentivos de pesquisa direcionada, como é esse caso da Rússia. Isso obviamente é um trabalho pago e demanda uma dedicação muito grande desses pesquisadores para tentar também influenciar o governo. É uma via de mão dupla.

R7 - Existe essa lógica de ‘fuga de cérebros’ no Brasil, pessoas indo para fora para concluir graus mais elevados de especialização. Como foi a escolha de fazer o doutorado aqui?

Giovana - Eu tentei fazer doutorado nos Estados Unidos, mas por conta de uma série de questões políticas desse governo atual, isso não foi possível, até pelo meu tópico de pesquisa, que não é muito bem aceito nos Estados Unidos no atual momento.

Eu percebo que em algumas universidades mais renomadas aqui do Brasil, ainda existe, sim, essa ideia de que os professores, os pesquisadores devem ser formados no exterior e isso acaba desvalorizando automaticamente os nossos acadêmicos que estão aqui. E isso é muito triste.

A experiência internacional como algo complementar, a meu ver, é muito rica, é realmente uma mudança de posicionamento. Entender como os outros acadêmicos pensam e se comunicam é importante, mas é também fundamental continuar na academia brasileira, já que o nosso grande contato é aqui.

R7 - Você é uma das especialistas mais jovens a comentar política internacional na televisão. Quando surgiu o convite para fazer essas análises?

Giovana - Eu recebi o primeiro convite para falar na televisão quando eu estava no primeiro ano do meu mestrado, que foi há quase quatro anos, quando começou a crise na Ucrânia. Naquele momento, acho que todas as televisões, os jornais, começaram a buscar especialistas em Rússia no Brasil. E a verdade é que temos muito poucos.

Giovana é presença constante na RECORD NEWS quando o assunto é política internacional Reprodução/Record News

Esse convite veio por meio de um colega meu que também é um especialista em Rússia. Ele passou o meu contato, inclusive para a RECORD. Com isso eu acabei recebendo uma série de convites, já que todo mundo queria entender o que estava acontecendo com essa invasão ao território ucraniano.

E eu acho que essa relação, na verdade, foi se consolidando. Eu acabei me encontrando muito nesse espaço da comunicação. Acho que eu não tenho essa pressão da grande audiência, primeiro porque eu não vejo e segundo porque eu gosto de falar de uma forma mais simples, mais calma.

Hoje eu vejo como um grande benefício do meu trabalho. Faz mais sentido para mim ser acadêmica por eu estar na televisão. Talvez se eu não estivesse, eu estaria naquela sensação de estar numa bolha. E hoje eu percebo o quanto que o que eu faço no meu dia a dia, na pesquisa, tem impactos na realidade. Eu consigo explicar isso para um público muito amplo. Então, eu diria que a melhor parte hoje do meu trabalho é justamente a comunicação na TV.

R7 - Além da TV, você também usa as suas redes sociais para compartilhar a rotina de pesquisa. Como isso começou? Foi algo natural?

Giovana - É… não é natural. Eu não sou uma pessoa extrovertida, nunca gostei de me mostrar ao público. Mas eu comecei a ter muito contato com alunos jovens na graduação e eu percebi o quanto que, primeiro, eles não entendem o que é fazer pesquisa acadêmica e, segundo, muitos até gostam de estudar, mas não sabem falar sobre isso ou acham que ninguém mais gosta e por isso eles não falam.

O objetivo das redes sociais para mim, hoje, é mostrar o que é fazer pesquisa no Brasil, o que é viver de pesquisa, mas também mostrar que estudar pode ser divertido, pode ser algo bom.

E eu tenho recebido cada vez mais comentários muito legais de pessoas que voltaram a estudar ou que se reengajaram nos estudos justamente por ver esse outro lado, que não é aquele estudo maçante, aquele estudo chato, a obrigação. Eu percebo que isso muitas vezes é mal interpretado entre acadêmicos.

Acho que a gente ainda tem uma visão de que o acadêmico deve estar isolado do mundo, deve ficar na sua bolha, e eu não entendo assim. Acho que a gente tem que justamente atrair novas pessoas para a universidade, e fazer isso com a linguagem que as pessoas usam, que é a das redes sociais.

(Giovana Branco)

R7 - Você planeja, para além da sua pesquisa, investir mais nas redes? Se tornar uma espécie de comunicadora?

Giovana - Acho que sim. Quando começou, eu não tinha esse objetivo. Realmente era uma questão só de compartilhar uma rotina de pesquisa para as pessoas saberem sobre o que era aquilo.

Mas cada vez mais, com esse feedback que eu tenho recebido, eu percebo que eu consigo de alguma forma falar sobre educação e também explicar a política internacional, que muitas vezes é um tópico que parece tão complexo e tão longe da gente, mas a verdade é que tem consequências para todo mundo. E explicar isso de uma forma que as pessoas entendam é algo que eu gosto muito.

R7 - Com toda sua experiência no meio acadêmico, qual conselho você daria para alguém que pensa em seguir essa carreira?

Giovana - Eu diria que você tem que, antes de entrar no ambiente acadêmico de fato, antes de passar no mestrado, no doutorado, entender quais são as suas opções sobre como viver naquele ambiente durante esse período.

Por exemplo, pensar “Eu preciso de uma bolsa, mas e se o meu programa não conseguir me oferecer essa bolsa? Eu consigo pedir um financiamento externo, eu consigo contar com ajuda da minha família? Eu tenho como me sustentar?”.

Eu acho que é sempre interessante você ter esse plano de atuação, porque você consegue entender muito mais sobre o que é aquela área, o tema que você está explorando, se aquilo é ou não interessante para você.

Então, eu diria que procurar pessoas que já estão ali, ou na universidade, ou estudando o tema que você quer, é um ótimo caminho, porque elas conseguem te mostrar a realidade daquilo e não só o que você projeta.

R7 - E quais são os seus planos para o futuro?

Giovana - Eu pretendo continuar na pesquisa. Provavelmente eu iria para um pós-doutorado fora do país, mas para no futuro dar aula. O meu objetivo sempre foi ensinar. Eu acho que eu tenho essa vontade desde pequena.

Então, em algum momento isso vai ser a prioridade. Mas eu acho que, nesse momento, eu preciso fazer mais pesquisa ainda, porque é uma área com pouco desenvolvimento no Brasil.

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*Estagiária do R7, sob supervisão de Júlia Ramos, editora

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