André Azeredo comenta nova fase e revisita trajetória: ‘Aprendi a apresentar na RECORD’
Em sua segunda passagem pela emissora, jornalista reforça o time do Cidade Alerta e comanda o podcast Tremembé — A Vida Real
Entrevista|Jullana Lambert e Maria Clara Lentz, do R7

Jornalista premiado, profissional carismático, repórter raiz e colega bom de papo, André Azeredo está de volta à tela da RECORD para fazer o que mais gosta: contar boas histórias!
“Parece clichê, mas não é. É o que a gente faz e eu gosto de fazer. Podem ser histórias mais simples, outras complexas, temas um pouco mais corriqueiros e cotidianos, ou bem espinhosos e delicados, como acontece no investigativo”, confidencia Azeredo.

Diariamente no Cidade Alerta e à frente do podcast Tremembé — A Vida Real, Azeredo também terá participação mais do que especial em outros jornalísticos da emissora, como aconteceu no Domingo Espetacular, uma de suas grandes paixões. Logo no seu retorno, ele já disse a que veio e trouxe para o telespectador uma entrevista exclusiva com o humorista Leo Lins.

No bate-papo com o R7 Entrevista, ele relembrou sua primeira passagem pela emissora, quando teve a missão de apresentar o SP no Ar: “Eu costumo dizer, sem esconder de ninguém, que eu aprendi a apresentar na RECORD. Eu aprendi aqui a não ter medo do estúdio. Era muito cru quando cheguei em relação ao estúdio, porque eu nunca tinha feito dessa maneira”.

O jornalista também revisitou importantes coberturas internacionais, revelou quem são suas inspirações e abriu espaço para mostrar um outro lado que o público pouco conhece: o paizão!
Confira a entrevista!
R7 Entrevista: Como está sendo retornar à tela da RECORD?
André Azeredo — Fiquei um ano e dois meses longe da RECORD. Voltar é maravilhoso, eu gosto da casa, do estilo de jornalismo, da linha editorial, dos programas policiais que eu faço e já fazia antes, e gosto das pessoas.
Eu tenho muitos amigos na RECORD, foram seis anos intensos que eu passei aqui e agora eu estou retornando, então eu fiquei muito feliz. Eu sou uma pessoa que, tanto na vida pessoal, quanto na profissional, me adapto muito às circunstâncias e sem fazer esforço. E eu creio que, em todas as emissoras em que trabalhei, me adaptei ao estilo. Eu adoro trabalhar aqui.
“Fiquei um ano e dois meses longe da RECORD. Voltar é maravilhoso, eu gosto da casa, do estilo de jornalismo, da linha editorial, dos programas policiais"
R7 Entrevista: Conte um pouco da sua missão diária no Cidade Alerta.
André Azeredo — É uma nova função e uma velha, né? Porque eu continuo contando histórias. Parece clichê, mas não é. É o que a gente faz e é o que eu gosto de fazer. Podem ser histórias mais simples, outras complexas, temas um pouco mais corriqueiros e cotidianos, ou bem espinhosos e delicados, como acontece no investigativo, o que eu vou continuar fazendo, não com a intensidade de antes, porque eu majoritariamente estou servindo ao Cidade Alerta.
R7 Entrevista: Inclusive o seu retorno foi marcado por uma entrevista de grande repercussão no Domingo Espetacular…
André Azeredo —Eu já cheguei fazendo uma entrevista exclusiva com o Leo Lins, que foi um dos comediantes mais polêmicos do país, talvez na história recente do humor brasileiro.
O DE é aquela paixão que não morre. Por mais que eu não esteja direto na escala, eu vim também com a missão de, pelo menos, uma vez por mês, fechar o programa. É uma turma com a qual tenho muita afinidade, conheço todas as pessoas que trabalham lá. Eu adoro esse produto e acabei me identificando muito da última vez que passei por aqui.
R7 Entrevista: Então, o telespectador da RECORD vai poder te acompanhar em diferentes jornalísticos?
André Azeredo — Os laços com os demais programas não estão rompidos. Aliás, foi isso que a direção me pediu, para que eu continuasse trabalhando em todos os produtos da casa e, eventualmente, apresentando. Mas o bom é estar de volta, estar no convívio das pessoas aqui.
R7 Entrevista: Em sua primeira passagem pela RECORD, você foi apresentador e também fez parte do premiado núcleo de reportagens investigativas. Qual a importância da emissora para a sua carreira?
André Azeredo — A RECORD sempre me deu oportunidades. E, por sua vez, eu sempre as abracei. Não foram poucas e eu tenho a consciência tranquila de que aproveitei todas. Enquanto forem surgindo, eu vou aproveitando. E eu considero oportunidade qualquer missão que você me dá. O Cidade Alerta diário eu não tinha feito antes aqui. Sei fazer, gosto de fazer, contar esse tipo de história, mas no momento em que você me coloca como titular do Cidade Alerta, é algo novo, certo? Então é uma oportunidade. Fazer um podcast [Tremembé - A Vida Real] com uma turma grande aí, porque eu não estou sozinho, também é. Eu fico muito satisfeito e lisonjeado.
"RECORD sempre me deu oportunidades. E, por sua vez, eu sempre as abracei. Não foram poucas e eu tenho a consciência tranquila de que aproveitei todas"
R7 Entrevista: O SP no Ar marcou a sua estreia como apresentador. Qual aprendizado levou?
André Azeredo — Eu costumo dizer, sem esconder de ninguém, que eu aprendi a apresentar na RECORD. Eu aprendi aqui a não ter medo do estúdio. Eu era muito cru quando cheguei em relação ao estúdio, porque eu nunca tinha feito dessa maneira. E se eu vou, mesmo que razoavelmente bem, numa apresentação, eu devo isso à RECORD.

R7 Entrevista: Outro ponto alto foram as coberturas internacionais na emissora. Qual delas mais te marcou?
André Azeredo — Eu fui duas vezes para a Ucrânia, uma vez para Israel, além de ter ido cobrir um confronto que teve no México entre os cartéis de drogas e o exército mexicano, que culminou na prisão do Ovidio Guzmán, que é o filho do El Chapo [narcotraficante mexicano ex-líder da Alianza de Sangre] e entramos na casa dele.

Foram muitas experiências marcantes, mas guerra é uma experiência única para qualquer jornalista. Não só do ponto de vista de estar perto de um conflito armado, militar, mas, sobretudo, de você enxergar de perto e sentir o drama humano, é algo indescritível e uma experiência muito singular. Eu tive uma oportunidade de ouro e aproveitei nas três ou quatro vezes em que eu tive essa chance.
“Guerra é uma experiência única para qualquer jornalista. Não só do ponto de vista de estar perto de um conflito armado, militar, mas, sobretudo, de você enxergar de perto e sentir o drama humano, é algo indescritível e uma experiência muito singular”
R7 Entrevista: Você é admirado por muitos colegas jornalistas. Mas, afinal, quem te inspira na profissão?
André Azeredo — Eu tenho muitas inspirações. Dos que estão na casa hoje, certamente o [Roberto] Cabrini e o [Reinaldo] Gottino são pessoas que me inspiram muito. Tem o Raul Dias Filho, um baita repórter. Existem anônimos que as pessoas não conhecem e eu me inspiro muito. Dentro do [jornalismo] investigativo há algumas pessoas em que me inspiro muito.
Da tela, em termos de apresentação, todos os apresentadores da casa são um motivo de inspiração. O William [Leite], o [Eleandro] Passaia, o Edu [Ribeiro], o Luiz Fara [Monteiro]. São pessoas que estão fazendo isso há muito tempo, então elas sempre vão me servir de inspiração. Claro que o Gottino, para mim, é uma referência fora do comum. O André Tal também é uma pessoa que tenho uma admiração profunda pelo trabalho, respeito muito.
“O Gottino, para mim, é uma referência fora do comum. O André Tal também é uma pessoa que tenho uma admiração profunda pelo trabalho, respeito muito”

R7 Entrevista: Você também está no comando do podcast Tremembé — A Vida Real. Conte um pouco sobre esse projeto.
André Azeredo — O podcast é um complemento de uma série documental que o RecordPlus preparou sobre Tremembé, falando a história da penitenciária na visão desses presos famosos.
Muita gente não sabe, mas Tremembé não é só o presídio dos famosos. No jargão penitenciário chama-se ‘seguro’. Seguro porque não tem faccionado e os presos que lá estão cometeram crimes muitas vezes não aceitos dentro da própria comunidade deles. Tem muita gente que abusou de menores, que matou a mãe, o pai, o avó e o filho.
É uma prisão diferente e também é a prisão dos famosos. Isso seria muito importante todos saberem. Tremembé é ‘seguro’, existem outras penitenciárias que assim são chamadas, nas quais em tese, não há faccionado, ou quando os presos não são misturados.
Tremembé basicamente é isso. Recebe policiais condenados. Mas, claro, o que chama atenção é o fato de famosos passarem por lá.
A ideia é esmiuçar e trazer bastidores no podcast sobre esses casos, do ponto de vista de quem cobriu. Sobretudo, daquilo que não foi para o ar, e que anos depois há mais liberdade para conversar, pelo menos, sobre esses bastidores, o que rolou, do que era falado nessa época. Eu acho que é muito enriquecedor.
“Tremembé não é só o presídio dos famosos. No jargão penitenciário chama-se ‘seguro’. Seguro porque não tem faccionado e os presos que lá estão cometeram crimes muitas vezes não aceitos dentro da própria comunidade deles”
Confira o primeiro episódio do podcast:
R7 Entrevista: Nas redes sociais, o público também acompanha o seu lado família. Como é ser pai de uma moça de 22 anos e agora de um bebê?
André Azeredo — Olha, ser pai 22 anos depois, que é o meu caso, a minha menina tem 22 anos, a Elisa, é uma experiência completamente diferente de ser aos 43. Eu acho que você já viveu muitas experiências, inclusive no trabalho. Então, a sua dedicação acaba sendo diferente.

O filho mais velho acaba sofrendo quando a gente é pai muito jovem. Embora haja amor e dedicação nunca vai ser a mesma coisa. E eles sentem um pouco isso, mas está sendo muito gratificante.

Estou experimentando uma paternidade com um outro eu. Dá um trabalhão, mais do que qualquer outra coisa, mas é muito gostoso participar de novo disso e me entregar. Eu me entrego de cabeça para a paternidade de João Pedro porque é uma das melhores coisas que existem no mundo.
“Quando não estou trabalhando, sou uma pessoa extremamente caseira, família e grudada com a minha esposa, com meus filhos, meus pais e irmãos”
R7 Entrevista: O que o André faz quando está longe das telas?
André Azeredo — Quando não estou trabalhando, sou uma pessoa extremamente caseira, família e grudada com a minha esposa, com meus filhos, meus pais e irmãos. Eu gosto muito de descansar e de ler. Eu sou um leitor inveterado. Não gosto muito de tumulto e de aglomeração. Eu acho que fora da RECORD eu realmente consigo desligar, inclusive, de notícias, de televisão. Me dedico à minha família, a passear, a um tempo de leitura e agora brincar muito com o João Pedro.















