Entenda por que o risco cardíaco cresce após a menopausa
Estudo explica como mudanças hormonais afetam o corpo feminino e elevam o risco cardíaco
Fala Ciência|Do R7

A menopausa marca uma mudança importante no corpo feminino, e uma das consequências mais estudadas pela ciência é o aumento do risco de doenças cardíacas. Um novo estudo publicado na revista científica Scientific Reports (Guha, Rishi e Chini, 2026) ajuda a explicar, de forma mais clara, o que acontece por trás dessa alteração.
A pesquisa mostra que a queda do estrogênio, um hormônio que tem papel protetor no organismo, desencadeia uma série de mudanças que afetam o coração, o fígado e o sistema imunológico ao mesmo tempo.
O papel do estrogênio na proteção do coração
Antes da menopausa, o estrogênio ajuda a manter o equilíbrio do corpo feminino. Ele contribui para:
Quando seus níveis caem, esse equilíbrio é perdido. Como resultado, o organismo passa por alterações que aumentam a vulnerabilidade cardiovascular.
O que muda no corpo após a queda hormonal
O estudo publicado na Scientific Reports identificou um mecanismo importante envolvendo uma enzima chamada IDO1, ligada à inflamação.
Com a redução do estrogênio, essa enzima se torna mais ativa e provoca efeitos em cadeia:
Essas alterações contribuem para entender por que o corpo começa a operar em um estado de maior sobrecarga e desgaste fisiológico.
Colesterol e inflamação entram em desequilíbrio

Um dos pontos centrais do estudo é o impacto direto no colesterol. Sem a ação reguladora do estrogênio, ocorre:
Ao mesmo tempo, o corpo entra em um estado de inflamação generalizada, que afeta diferentes tecidos.
Um efeito que atinge o corpo inteiro
Os pesquisadores observaram que a queda do estrogênio não afeta apenas o coração ou o fígado isoladamente. Na prática, o organismo entra em uma espécie de “efeito dominó”:
Esse conjunto ajuda a entender por que o risco de doenças cardíacas aumenta de forma mais evidente após a menopausa.
O que a reposição hormonal mostra
O estudo também analisou o efeito da reposição de estrogênio. Em muitos casos, ela foi capaz de reverter parte das alterações metabólicas e inflamatórias.
No entanto, esse tipo de tratamento não é simples. Isso porque, apesar dos benefícios cardiovasculares, ele pode estar associado a riscos em outras condições de saúde, exigindo avaliação individual.














