Mosquito “do bem” contra a dengue: como funciona e por que ainda não chegou a todo o Brasil
Técnica usa mosquitos com bactéria para reduzir a dengue, mas ainda enfrenta desafios para chegar a mais cidades
Fala Ciência|Do R7

Uma nova forma de combater a dengue está chamando atenção: o uso de mosquitos modificados que ajudam a bloquear a transmissão da doença. Esses insetos recebem uma bactéria natural chamada Wolbachia, que impede o vírus da dengue de se desenvolver dentro deles.
O método já mostrou bons resultados em algumas cidades brasileiras, mas ainda não foi adotado em larga escala no país.
O que são os “wolbitos”
Os chamados “wolbitos” são mosquitos Aedes aegypti que carregam a bactéria Wolbachia. Essa bactéria não faz mal aos seres humanos, mas muda o funcionamento do mosquito.
Com isso, ele perde a capacidade de transmitir doenças como:
Quando esses mosquitos são soltos no ambiente, eles se reproduzem e passam a bactéria para seus filhotes. Aos poucos, eles substituem os mosquitos comuns.
Como esses mosquitos são produzidos
No Brasil, existe uma estrutura dedicada a produzir esses insetos em grande quantidade. A chamada biofábrica consegue gerar milhões de ovos de mosquitos por semana.
Depois de produzidos, esses ovos são:
Assim começa o processo de substituição dos mosquitos transmissores da dengue.
Resultados já observados

Em locais onde o método já foi testado, os resultados foram bastante positivos:
Esses dados mostram que a estratégia pode ser uma ferramenta importante no controle da doença.
Por que a dengue está avançando?
A dengue tem se espalhado mais no Brasil por vários motivos, e um dos principais é o aquecimento do clima. Regiões que antes eram mais frias agora também registram casos da doença.
Além disso, fatores urbanos, como água parada e alta densidade populacional, favorecem a proliferação do mosquito.
Por que a expansão ainda é lenta?
Mesmo com bons resultados, o método não está disponível em todo o país. Isso acontece por alguns motivos:
Por isso, a expansão acontece de forma gradual.
Não é solução única
Os especialistas destacam que essa técnica não substitui outras ações contra a dengue. Ela funciona como um complemento, junto com:
O uso de mosquitos com a bactéria Wolbachia é uma das estratégias mais promissoras no combate à dengue. Ele já mostrou bons resultados em várias cidades, mas ainda enfrenta desafios para chegar a todo o Brasil.
Mesmo assim, representa um avanço importante na luta contra uma doença que continua crescendo no país.













