Queda de cabelo persistente? A resposta pode estar nas reservas de ferro
Reservas reduzidas de ferro podem estar por trás da queda de cabelo em muitas mulheres
Fala Ciência|Do R7

É comum atribuir a queda de cabelo ao estresse, aos hormônios ou ao uso de produtos inadequados. No entanto, existe um fator silencioso que muitas vezes passa despercebido: a ferritina baixa. Embora muita gente associe o problema apenas à anemia, as reservas de ferro podem estar diminuídas mesmo quando o hemograma está normal, afetando diretamente o ciclo de crescimento dos fios.
A boa notícia é que esse é um fator que pode ser investigado por meio de exames laboratoriais e, quando identificado corretamente, pode contribuir para um tratamento mais direcionado.
O que é a ferritina e por que ela é tão importante?
A ferritina é a principal proteína que mantém o ferro armazenado nas células do organismo, formando uma reserva disponível quando o mineral é necessário. Ela funciona como uma reserva que fornece esse mineral quando o corpo precisa dele para diversas funções, incluindo a produção de energia, o transporte de oxigênio e a renovação celular.
Os folículos capilares estão entre os tecidos que mais dependem dessa renovação constante. Quando as reservas de ferro diminuem, o ciclo normal de crescimento dos cabelos pode ser comprometido, favorecendo uma queda mais intensa.
Vale destacar que ferritina baixa não significa necessariamente anemia. Em muitos casos, os estoques de ferro já estão reduzidos antes mesmo de alterações aparecerem no hemograma.
O que a ciência descobriu sobre ferritina e queda de cabelo?
Uma pesquisa publicada na revista Cureus, conduzida por Nishantan Thamotharan e publicada em 28 de dezembro de 2025, investigou a relação entre os níveis de ferritina e o eflúvio telógeno, um dos tipos mais frequentes de queda difusa de cabelo.
O estudo avaliou 100 mulheres, sendo metade com eflúvio telógeno e metade sem queixas de queda capilar.
Os resultados mostraram que:
Com base nesses achados, os pesquisadores concluíram que a ferritina sérica pode ser um biomarcador útil na investigação de mulheres com queda difusa dos cabelos.
Quais sinais podem indicar estoques baixos de ferro?
Nem sempre a ferritina baixa provoca sintomas evidentes. Porém, alguns sinais podem chamar atenção, como:
Esses sintomas também podem estar relacionados a outras condições, por isso a avaliação médica é indispensável.
Suplementar ferro por conta própria é uma boa ideia?
Apesar da relação entre ferritina e queda de cabelo, a suplementação de ferro não deve ser iniciada sem orientação profissional.
O excesso de ferro pode causar efeitos adversos e, em algumas pessoas, levar ao acúmulo desse mineral no organismo. Por isso, a investigação deve incluir exames laboratoriais e uma avaliação clínica para identificar a verdadeira causa da queda.
Além disso, o eflúvio telógeno pode ter origem em diferentes fatores, como alterações hormonais, infecções recentes, cirurgias, emagrecimento rápido, estresse intenso e outras deficiências nutricionais.
Quando vale a pena investigar a ferritina?
Se a queda de cabelo persiste por várias semanas ou aumenta progressivamente, principalmente quando ocorre de forma difusa, a investigação das reservas de ferro pode fazer parte da avaliação médica.
Identificar uma ferritina baixa permite tratar uma possível deficiência nutricional e evitar que o problema permaneça sem diagnóstico. Embora nem toda queda de cabelo esteja relacionada ao ferro, manter níveis adequados desse nutriente é importante para o funcionamento saudável dos folículos capilares e para a manutenção dos fios.














