O que é o glioma? Saiba mais a partir do caso de Oscar Schmidt
O glioma é um tipo de tumor que se desenvolve a partir das células de glia. Essas células dão sustentação e proteção aos neurônios...
Giro 10|Do R7
O glioma é um tipo de tumor que se desenvolve a partir das células de glia. Essas células dão sustentação e proteção aos neurônios no cérebro e na medula espinhal. Em condições normais, elas ajudam na nutrição, defesa e comunicação entre os neurônios. No entanto, quando sofrem alterações, começam a se multiplicar de forma desordenada e formam uma massa tumoral. Essa alteração pode ocorrer de maneira lenta ou muito agressiva. Isso depende do tipo de glioma, do grau de malignidade e da região do sistema nervoso afetada.
Como o cérebro e a medula espinhal controlam praticamente todas as funções do corpo, um glioma pode provocar sinais bem diferentes de uma pessoa para outra. Além disso, a intensidade dos sintomas varia conforme o tamanho do tumor, a velocidade de crescimento e a área comprimida. Em muitos casos, o diagnóstico só chega depois de alterações persistentes. Dores de cabeça frequentes ou crises convulsivas costumam levar à realização de exames de imagem, como tomografia ou ressonância magnética.
O que é o glioma e como ele se forma no sistema nervoso?
A palavra glioma se refere a um grupo de tumores que surgem das células gliais, entre elas os astrócitos e os oligodendrócitos. Essas células se espalham pelo tecido nervoso e, quando sofrem mutações no DNA, começam a crescer sem controle. Esse crescimento anormal gera um tumor que pode infiltrar o tecido cerebral ou medular. Assim, a remoção completa se torna difícil em muitos casos.
Os especialistas classificam os gliomas em diferentes graus de gravidade, geralmente do grau I ao grau IV. Os tumores de baixo grau (I e II) tendem a crescer mais devagar e muitas vezes permitem um acompanhamento mais prolongado. Já os gliomas de alto grau (III e IV) crescem rapidamente, invadem estruturas vizinhas e exigem tratamento mais intenso e urgente. O glioblastoma, por exemplo, se encaixa como um glioma de alto grau e está entre os tumores cerebrais mais agressivos.
Principais tipos de glioma e níveis de gravidade
Entre os tipos de glioma, alguns aparecem com mais frequência na prática clínica. O astrocitoma surge a partir dos astrócitos, células em forma de estrela que ajudam a nutrir os neurônios e a manter o ambiente químico adequado no cérebro. Esse tipo de tumor pode ir de formas mais simples, como o astrocitoma pilocítico (grau I), até versões mais graves, como o astrocitoma anaplásico (grau III).
O oligodendroglioma se origina dos oligodendrócitos, responsáveis por produzir a bainha de mielina. Essa bainha funciona como um “isolante” dos impulsos elétricos dos neurônios e garante uma condução mais rápida. Esses tumores costumam crescer de forma moderada e, em alguns casos, respondem melhor à quimioterapia e à radioterapia. Isso ocorre especialmente quando apresentam alterações genéticas específicas. Já o glioblastoma (ou glioblastoma multiforme) se classifica como um glioma de grau IV. Ele apresenta evolução rápida, alta capacidade de infiltração no tecido cerebral e maior risco de reaparecimento mesmo após o tratamento.

Quais são os sintomas mais comuns de um glioma?
Os sinais de um glioma variam de acordo com a região atingida no cérebro ou na medula. Ainda assim, alguns sintomas surgem com frequência e despertam a suspeita de um tumor cerebral. A dor de cabeça persistente aparece como um dos sintomas mais relatados. Ela chama ainda mais atenção quando piora ao acordar, vem acompanhada de náuseas e vômitos ou muda de padrão ao longo do tempo.
Outro sintoma marcante é a crise convulsiva, principalmente em adultos sem histórico prévio de epilepsia. Alterações na visão, como visão dupla ou perda de campo visual, também podem ocorrer quando o glioma atinge áreas próximas aos nervos ópticos. Em alguns casos, surgem dificuldades para falar, fraqueza em um lado do corpo, perda de equilíbrio ou mudanças de comportamento. Esses sinais dependem muito do lobo cerebral envolvido e da velocidade de crescimento do tumor.
Como é feito o tratamento do glioma?
O tratamento do glioma geralmente envolve uma combinação de abordagens. A equipe ajusta essas estratégias conforme o tipo de tumor, o grau de agressividade, a idade da pessoa e o estado geral de saúde. A cirurgia costuma representar o primeiro passo, com o objetivo de retirar a maior quantidade possível de tumor sem prejudicar funções importantes do cérebro. Em algumas situações, os profissionais utilizam mapeamento cerebral durante o procedimento para preservar áreas ligadas à fala, visão ou movimento.
Após a cirurgia, a equipe médica pode indicar radioterapia para controlar células tumorais que permaneceram na região. Também pode recomendar quimioterapia com medicamentos específicos para tumores do sistema nervoso central. Além disso, novas terapias, como medicamentos-alvo e imunoterapia, vêm ganhando espaço em estudos clínicos. Em alguns cenários, essas estratégias já integram os esquemas de tratamento, principalmente em centros especializados. O acompanhamento com exames de imagem periódicos se torna essencial para monitorar a resposta e identificar sinais de reaparecimento.
O caso de Oscar Schmidt ajuda a entender o que é um glioma?
O ex-jogador de basquete Oscar Schmidt tornou o tema mais conhecido ao falar publicamente sobre o tumor cerebral que enfrentou. O caso dele ajudou a divulgar a importância de observar sintomas persistentes e buscar avaliação especializada. Ao compartilhar detalhes de cirurgias e tratamentos, o ex-atleta contribuiu para que muitas pessoas reconhecessem o termo “glioma”. Dessa forma, mais gente passou a entender que esse tipo de tumor exige acompanhamento prolongado.
Histórias reais como essa mostram que o glioma não afeta apenas as funções neurológicas. Ele também interfere no dia a dia, no trabalho e na rotina familiar. Por isso, além do tratamento oncológico, o suporte de uma equipe multiprofissional se torna fundamental. Fisioterapia, fonoaudiologia, psicologia e terapia ocupacional costumam integrar o plano de cuidado. Com informação clara e acompanhamento adequado, pacientes e familiares compreendem melhor a doença, os objetivos do tratamento e as possibilidades de adaptação em cada fase.















