‘A ONU continua sem cumprir a função principal de manter a paz’, avalia especialista
Entrevistado também explicou o que impede os EUA de tomar o estreito de Ormuz
Internacional|Do R7, com RECORD NEWS
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Os vetos da Rússia e da China, ambos membros fixos do Conselho de Segurança da ONU (Organização das Nações Unidas), interromperam os planos de utilizar forças militares na reabertura do estreito de Ormuz.
O resultado desapontou os países do Golfo, e o professor de relações internacionais da Universidade Federal Fluminense, Vitelio Brustolin, que expôs a ineficácia do grupo no Conexão Record News desta terça (7): “A ONU continua inoperante e sem cumprir a função de manutenção da paz, sua função principal. Nisso, o mundo é arrastado para um cenário econômico pior por conta dessa guerra no Irã”.

Enquanto a ONU perde a própria credibilidade, o Irã se fortalece e cogita impor uma espécie de pedágio para as embarcações que atravessarem o estreito de Ormuz. Tal medida não só seria inédita como um grande golpe na reputação de Donald Trump. “Seria considerada uma derrota absoluta para essa guerra do Trump [...] e, é claro, vai encarecer o petróleo [...] e inflacionar ainda mais a economia mundial”.
Se, por um lado, a inação afeta a popularidade do presidente, por outro, a tomada do canal com tropas militares também não é interessante: “Os Estados Unidos têm a capacidade militar para isso? Sim, ainda mais junto de Israel. [...] O que acontece é que, ao colocar soldados ali, eles são transformados em alvos, e o Trump prometeu em campanha que não colocaria soldados [...] em guerras intermináveis”.
Com a credibilidade em crise e com a maioria da população norte-americana desaprovando a guerra, o líder enfrenta uma grande pressão interna. Ainda assim, a situação do primeiro-ministro de Israel não é a mesma: “O apoio da população israelense para essa guerra chega perto de 90%. Então, para Benjamin Netanyahu, que está tentando se reeleger, a guerra pode fazer diferença.”
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