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‘A ONU continua sem cumprir a função principal de manter a paz’, avalia especialista

Entrevistado também explicou o que impede os EUA de tomar o estreito de Ormuz

Internacional|Do R7, com RECORD NEWS

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Vetos da Rússia e China no Conselho de Segurança da ONU inviabilizaram ações militares no estreito de Ormuz.
  • Especialista critica a ineficácia da ONU em cumprir sua função de manutenção da paz, afetando a economia mundial.
  • Irã considera impor tarifas sobre embarcações no estreito, o que poderia prejudicar a reputação de Donald Trump.
  • Enquanto a popularidade de Trump enfrenta queda, apoio a Netanyahu em Israel para a guerra é muito alto, próximo a 90%.

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Os vetos da Rússia e da China, ambos membros fixos do Conselho de Segurança da ONU (Organização das Nações Unidas), interromperam os planos de utilizar forças militares na reabertura do estreito de Ormuz.

O resultado desapontou os países do Golfo, e o professor de relações internacionais da Universidade Federal Fluminense, Vitelio Brustolin, que expôs a ineficácia do grupo no Conexão Record News desta terça (7): “A ONU continua inoperante e sem cumprir a função de manutenção da paz, sua função principal. Nisso, o mundo é arrastado para um cenário econômico pior por conta dessa guerra no Irã”.


Um barco está ancorado no meio do Estreito de Ormuz. Atrás dele é possível ver um grande paredão de pedra.
O governo iraniano explora a possibilidade de taxar as embarcações que passarem por Ormuz Reprodução / Record News

Enquanto a ONU perde a própria credibilidade, o Irã se fortalece e cogita impor uma espécie de pedágio para as embarcações que atravessarem o estreito de Ormuz. Tal medida não só seria inédita como um grande golpe na reputação de Donald Trump. “Seria considerada uma derrota absoluta para essa guerra do Trump [...] e, é claro, vai encarecer o petróleo [...] e inflacionar ainda mais a economia mundial”.

Se, por um lado, a inação afeta a popularidade do presidente, por outro, a tomada do canal com tropas militares também não é interessante: “Os Estados Unidos têm a capacidade militar para isso? Sim, ainda mais junto de Israel. [...] O que acontece é que, ao colocar soldados ali, eles são transformados em alvos, e o Trump prometeu em campanha que não colocaria soldados [...] em guerras intermináveis”.


Com a credibilidade em crise e com a maioria da população norte-americana desaprovando a guerra, o líder enfrenta uma grande pressão interna. Ainda assim, a situação do primeiro-ministro de Israel não é a mesma: “O apoio da população israelense para essa guerra chega perto de 90%. Então, para Benjamin Netanyahu, que está tentando se reeleger, a guerra pode fazer diferença.”

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