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Especialista vê exaustão política nos EUA como motivador de cessar-fogo; veja análise

Entrevistado afirma que ataques de Israel ao território libanês tentam causar dificuldades ao acordo e às negociações

Internacional|Do R7, com RECORD NEWS

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • A análise aponta que a exaustão política nos EUA influencia o cessar-fogo nas negociações de paz.
  • Recentes ataques de Israel ao Líbano contradizem esforços diplomáticos e complicam o acordo proposto.
  • Especialista destaca que os EUA estão exauridos em sua participação política na guerra, especialmente em meio às eleições de meio de mandato.
  • Apesar das dificuldades, os EUA ainda desempenham um papel crucial nas negociações de paz durante o cessar-fogo.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Em menos de 72 horas, o mundo passou por uma montanha-russa diplomática. Desde a aflição gerada pela fala de Donald Trump sobre a morte de uma civilização inteira na noite desta terça-feira (7) até o cessar-fogo que foi estabelecido nas últimas horas do prazo dado pelo líder. O estreito de Ormuz foi reaberto e tudo parecia pronto para as negociações de paz, mas a tarde desta quarta-feira (8) fez com que o planeta voltasse a se preocupar.

Ataques de Israel contra o Líbano e o bombardeio de duas ilhas iranianas levaram ao retorno do bloqueio e colocaram as negociações em xeque. Na análise de Lier Ferreira, pesquisador do núcleo de estudos dos países Brics da UFF (Universidade Federal Fluminense), os ataques israelenses “rompem ou tentam esgarçar o tecido de um acordo tão duramente construído pela intervenção do Paquistão e da China”.


Impopularidade de Trump por conta da guerra está por trás do cessar-fogo, afirma entrevistado Reprodução/Record News

No Conexão Record News, Ferreira destaca que o acordo não só teve uma história conturbada, como também impressiona pelo nível de concessões feitas pelos Estados Unidos. “Mostrando que, na verdade, os próprios EUA já estão de certa forma exauridos, não do ponto de vista evidentemente militar e econômico, mas fundamentalmente do ponto de vista político, da participação na guerra”, ele afirma, ao aludir às eleições de meio de mandato.

O analista fortalece o argumento ao mencionar a possibilidade levantada pelo acordo de o Irã cobrar uma taxa às embarcações que passarem por Ormuz. Ao realizar uma breve conta matemática, ele conclui que cerca de US$ 9 bilhões seriam arrecadados em poucos dias após o início da operação, um valor correspondente à exportação de petróleo da Arábia Saudita.


Ferreira aponta que esta não é a primeira vez que Trump volta atrás nas próprias ameaças e sai desmoralizado, ao contrário dos oponentes enfrentados. Ainda assim, o pesquisador reconhece que os EUA ainda são uma potência global e, por isso, possuem um papel importante com o início das negociações. “Cabe aos Estados Unidos agora, durante esse cessar-fogo, estabelecer as condições para a paz”.

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