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Ação militar é inevitável no combate ao "terrorismo", diz chanceler italiano

Internacional|Do R7

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ROMA (Reuters) - A ação militar é inevitável no combate ao "terrorismo" e mais deve ser feito para deter a perseguição religiosa, afirmou o ministro de Relações Exteriores da Itália, Paolo Gentiloni.

Em uma entrevista com declarações fortes ao jornal italiano Corriere della Sera, publicada nesta terça-feira, Gentiloni afirmou que a Europa tem ignorado por muito tempo os perigos enfrentados em outras partes do mundo e disse ser necessário fazer mais.

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"Responder ao terrorismo implica inevitavelmente em consequências militares. Isso pode chocar algumas pessoas, mas estes grupos também devem lidar com uma abordagem militar. Eu não vou usar a palavra 'combate' para evitar de ser retratado como um combatente das Cruzadas", disse Gentiloni.

O ministro acrescentou que forças italianas estão comprometidas para treinar forças locais na Somália que combatem militantes do Al Shabaab, grupo ligado à rede Al Qaeda, que atacaram cristãos na quinta-feira em uma universidade do Quênia e mataram cerca de 150 pessoas.

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A incursão do Estado Islâmico no norte da África vem alarmando a Itália.

O fato de que estes grupos estão atacando cristãos traz a necessidade de ajudar mesmo mais perto de casa, disse Gentiloni, "porque isso afeta nossa identidade e nossas raízes".

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"Durante anos a Europa tem mantido um mau hábito, uma mistura de egoísmo e covardia... quando algo acontece além do nosso pequeno velho mundo", disse.

O chanceler afirmou que é importante que na Itália, que abriga o Estado papal do Vaticano, se protejam locais cristãos e comunidades de minorias religiosas, como judeus, que podem se tornar alvos.

(Por Isla Binnie)

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